Atletismo brasileiro busca recorde de medalhas em Los Angeles 2028
Caio Bonfim e Alison dos Santos, o 'Piu', seguem como brasileiros favoritos ao pódio

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A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) definiu uma meta ambiciosa para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Em entrevista ao Lance!, o presidente Wlamir Motta Campos revelou que a projeção da entidade é de quatro medalhas nos Estados Unidos.
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— Não gosto de colocar a responsabilidade nos atletas porque sei o quanto é difícil você ter um peso desse, mas eu acredito que nós podemos sonhar com quatro medalhas. Estamos trabalhando pra isso, os atletas estão trabalhando pra isso, nós estamos falando de atletas com reais condições, e podem aparecer novos - disse.
Neste cenário, o país dobraria o número de medalhas conquistadas nas duas últimas edições olímpicas. Em Tóquio, Thiago Braz conquistou o bronze no salto com vara, enquanto Alison dos Santos, o Piu, foi bronze nos 400m com barreiras. Em Paris, Piu repetiu o desempenho na prova, e Caio Bonfim faturou a prata nos 20km da marcha atlética.
Até o momento, o melhor desempenho do atletismo brasileiro veio nos Jogos Olímpicos de Pequim, com três medalhas. Na ocasião, Maurren Maggi foi campeã do salto em distância, enquanto as equipes masculina e feminina de revezamento 4x100m conquistaram o bronze.
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Caio Bonfim e Alison dos Santos lideram Brasil
Dentro do planejamento do atletismo, os já medalhistas Caio Bonfim e Alison dos Santos figuram como os principais candidatos brasileiros ao pódio em Los Angeles. Em 2024, Piu se mudou para Clermont, nos Estados Unidos, para impulsionar seus treinamentos. Lá, ele trabalha ao lado de grandes estrelas da modalidade, incluindo o tetracampeão mundial dos 200m rasos, Noah Lyles.
— 2028 vai ser os Jogos do Piu, não tenho dúvida disso, essa virada de chave fez muito bem pro Alisson. Estando ali nos Estados Unidos é muito mais fácil de participar dos eventos, sem comprometer o treino. Aqui no Brasil, pra ele disputar uma Diamond League na Europa ou na Ásia, você tem o tempo de deslocamento, de aclimatação, tem a questão do fuso horário. Então, isso acaba comprometendo a programação - pontuou Wlamir.
Já Caio Bonfim iniciou o ciclo olímpico embalado não apenas pela prata em Paris, mas pelo inédito ouro nos 20km conquistado no Mundial de Tóquio, em 2025. O marchador ainda saiu da capital japonesa com a prata na prova dos 35km.
— O Caio tem uma constância absurda, ele é um relógio. Escolhe muito bem as provas, disputa as principais provas do cenário mundial e tá sempre ali, entre os quatro, entre os cinco, ou ganhando grandes provas - completou.
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Juliana Campos e Luiz Maurício em ascensão
A projeção brasileira também conta com nomes que ainda consolidam seu espaço no cenário mundial, e Juliana Campos, do salto com vara, é uma das apostas de pódio brasileiro em Los Angeles. A paulista, que ficou a uma posição da final olímpica em Paris 2024, recalculou a rota, se mudou para a Itália, e melhorou sua marca pessoal cinco vezes em 2025.
Com as mudanças, a brasileira conquistou uma marca histórica no Mundial de Tóquio, recolocando o país numa final de salto com vara após dez anos. Juliana chega como destaque da delegação brasileira no Mundial Indoor, a partir desta sexta-feira (20).
Luiz Mauricio, do lançamento de dardo, também viveu ascensão importante no cenário mundial no início deste ciclo olímpico. Finalista em Paris, ele melhorou o recorde pessoal cinco vezes em 2025 e, no Troféu Brasil, alcançou a marca dos 91m - resultado que o colocaria no pódio olímpico. Apesar da boa temporada, ele não repetiu o desempenho no Mundial e acabou fora das finais.
Segundo Wlamir Motta Campos, um dos focos ao longo deste ciclo olímpico será o trabalho psicológico, justamente para desenvolver atletas que surgem com potencial, mas ainda têm pouca experiência internacional e grandes competições.
— Nós temos atletas que performam muitos dos campeonatos aqui no Brasil, mas quando vão para evento internacional, não performam como esperado. Você vê um uniforme dos Estados Unidos, da Jamaica, você já se recolhe. Mas é um processo. Isso nós temos que trabalhar também, não só a parte física e técnica, como o mental - finalizou.

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