Algoz da Brazilian Storm, John John Florence volta a desafiar domínio brasileiro na WSL
Havaiano se tornou grande rival de Gabriel Medina na elite do surfe mundial

Ele fez, de novo. John John Florence conseguiu, mais uma vez, quebrar a sequência de títulos do Brasil na WSL. O havaiano conquistou seu terceiro título mundial após vencer Italo Ferreira na final. O havaiano já havia freado uma série de títulos brasileiros com o bicampeonato em 2016 e 2017. Nos últimos dez anos, apenas Florence ameaçou o reinado da "Brazilian Storm" (em português, Tempestade Brasileira).
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Em 2014, o Brasil deu o pontapé inicial para o domínio do surfe mundial. Aos 20 anos, Gabriel Medina quebrou a hegemonia de Estados Unidos e Austrália, conquistando o título do Circuito Mundial de Surfe. De lá para cá, uma avalanche, ou melhor, uma "tempestade" de brasileiros surgiu no cenário da modalidade. Adriano de Souza, Italo Ferreira e Filipe Toledo foram os outros nomes que conquistaram o mundo para o Brasil.
Apesar do amplo domínio brasileiro, um surfista foi capaz de furar a bolha e quebrar a sequência: John John Florence. Natural do Havaí, o atleta se consolidou como um adversário à altura da geração de talentos que o Brasil produzia. Em dez anos, o havaiano foi o único estrangeiro a ser campeão mundial, não só uma, mas três vezes (2016, 2017 e 2024).

Ao longo dos anos, John John construiu uma rivalidade com Gabriel Medina. Os dois surfistas, agora, estão empatados em número de títulos, com três para cada. Depois da conquista de Florence, inclusive, Medina prometeu que tem "mais por vir" ao se referir ao embate com o havaiano.
- Eu e Gabriel estamos empatados agora e isso é muito animador. Eu sempre me diverti tanto competindo com ele durante toda minha vida - disse John John Florence depois de conquistar o tricampeonato na carreira.
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Tricampeonato coroa superação
A carreira de John John Florence é marcada pelos títulos conquistados, mas também pelas lesões. Desde 2019, o surfista teve, ao menos três lesões graves no joelho, tendo rompido o ligamento cruzado anterior (LCA) duas vezes - uma vez em cada joelho. Há quem diga, ainda, que o havaiano teria mais troféus em sua prateleira se não fossem as lesões.

Para 2025, John John terá a oportunidade de passar Gabriel Medina. Por outro lado, o brasileiro vem embalado de um ano em que subiu ao pódio olímpico e teve grandes atuações no Circuito Mundial. Remanescentes de uma geração histórica da WSL, é certo que os dois usarão a rivalidade como impulso para mais uma grande temporada do surfe mundial.

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