Por onde anda Magno, ex-atacante do Flamengo?
Promessa no Brasil, carreira sólida na Europa e protagonismo em uma final épica.

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Magno Mocelin, nascido em 26 de fevereiro de 1974, em Curitiba, representa um perfil muito específico do futebol brasileiro dos anos 1990: o atacante que não se consolidou como estrela no país, mas encontrou na Europa o ambiente ideal para construir uma carreira longa, respeitada e historicamente relevante. O Lance! conta por onde anda Magno.
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Revelado pelo Clube de Regatas do Flamengo, Magno surgiu como atacante promissor em um período de transição do clube rubro-negro. Em seguida, passou pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, onde teve poucas oportunidades, mas participou de um momento simbólico: a final do Mundial Interclubes de 1995 contra o Ajax, convertendo uma cobrança de pênalti na disputa final.
A partir de 1996, sua carreira tomou rumo definitivo fora do Brasil. Diferentemente de muitos compatriotas que alternaram idas e vindas, Magno construiu quase toda sua trajetória no futebol europeu, atuando por clubes da Holanda, Espanha e Chipre ao longo de mais de uma década.
Carreira como jogador: o auge longe do Brasil
A consolidação internacional começou no FC Groningen, onde Magno apresentou excelente aproveitamento ofensivo: 19 gols em 48 jogos, desempenho que chamou atenção do futebol espanhol.
O grande salto ocorreu em 1998, com sua contratação pelo Deportivo Alavés. No clube basco, Magno viveu o auge da carreira, permanecendo por seis temporadas consecutivas e tornando-se peça recorrente do elenco que viveu o período mais glorioso da história da instituição.
O ponto máximo foi a final da Copa da UEFA de 2001, contra o Liverpool, uma das decisões mais memoráveis do futebol europeu. O Alavés acabou derrotado por 5 a 4 na prorrogação, em um jogo épico, e Magno foi expulso durante a partida — episódio que, longe de manchar sua imagem, o fixou definitivamente na memória coletiva do clube.
Após deixar o Alavés, ainda atuou pelo De Graafschap, retornando brevemente à Holanda, antes de encerrar a carreira no futebol cipriota, defendendo AC Omonia e AEK Larnaca FC.
Clubes em que Magno jogou
Ao longo de 15 anos como jogador profissional, Magno defendeu os seguintes clubes:
- Flamengo
- Grêmio
- Groningen (Holanda)
- Deportivo Alavés (Espanha)
- De Graafschap (Holanda)
- Omonia (Chipre)
- AEK Larnaca (Chipre)
No total, somou 368 jogos oficiais e 68 gols, com mais de 200 partidas apenas pelo Alavés — marca que o coloca entre os estrangeiros mais presentes da história do clube espanhol.
Por onde anda Magno?
Hoje, aos 51 anos, Magno (@magnomocelin) vive longe dos holofotes do futebol de elite, mas permanece ligado ao esporte. Após encerrar a carreira como jogador em 2009, passou a atuar como treinador, consultor técnico e orientador no desenvolvimento de atletas, compartilhando a experiência adquirida ao longo de 16 anos de carreira internacional.
Magno mantém presença discreta, porém constante, nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde publica conteúdos ligados a futebol, formação de jogadores e bastidores da carreira profissional. Diferentemente de muitos ex-atacantes de sua geração, não buscou espaço na mídia esportiva, optando por atuação mais técnica e personalizada.
Sua trajetória ilustra um caminho menos celebrado no Brasil, mas altamente valorizado na Europa: o do jogador que não foi estrela nacional, mas construiu identidade sólida fora do país, tornando-se parte permanente da história de um clube e de uma geração do futebol europeu.
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