Por onde anda Chiquinho, ex-lateral do Vasco?
Lateral viveu o auge no Fortaleza e teve passagem marcante pelo Vasco.

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No início dos anos 2000, quando o Vasco vivia um período de reconstrução e de forte dependência de apostas pontuais no mercado interno do futebol, um dos nomes que ganharam chance na lateral foi o cearense Francisco Nogueira de Sousa, mais conhecido simplesmente como Chiquinho. Filho de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, ele fez carreira sobretudo em clubes nordestinos, mas teve em São Januário a sua principal vitrine no eixo Rio-São Paulo. O Lance! conta por onde anda Chiquinho.
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Chiquinho chegou ao Vasco em 2004, embalado pelo bom desempenho com a camisa do Fortaleza, clube que o projetou nacionalmente. Lateral-direito de origem, mas com capacidade de atuar também pelo lado esquerdo, ele foi contratado como uma alternativa versátil para um elenco curto e pressionado por resultados em plena disputa de Campeonato Brasileiro. Em campo, era um jogador de intensidade, conhecido pela entrega física, disposição para apoiar e pela vontade nas divididas, características que agradavam as arquibancadas mesmo em fases de instabilidade técnica do time.
Naquela temporada, o Vasco lutava para se manter competitivo em meio a dificuldades financeiras e constantes trocas no elenco, cenário em que jogadores trabalhadores como Chiquinho ganhavam relevância. O lateral disputou 24 partidas oficiais pelo clube carioca e chegou a marcar um gol, justamente em um confronto contra o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, registrando seu nome na estatística do Brasileirão. Mesmo sem conquistar títulos de expressão pelo cruzmaltino, ele ficou marcado na memória de parte da torcida como um dos operários daquela fase de transição vascaína.
Antes e depois da passagem por São Januário, a carreira de Chiquinho foi fortemente ligada ao futebol nordestino. Ele teve boas passagens por Fortaleza, Ferroviário, Bahia, Sport e outras equipes regionais, sempre desempenhando papel de lateral agressivo no apoio e dedicado defensivamente, uma espécie de peça confiável para técnicos que precisavam de consistência pelos lados do campo.
Com o tempo, o desgaste físico natural da profissão e o ritmo intenso das divisões nacionais começaram a cobrar seu preço. Essa curva descendente o levou a atuar em clubes menores, até retornar às origens, defendendo o Limoeiro, time de sua cidade natal, já na reta final da carreira. Ali, Chiquinho fechou um ciclo familiar e simbólico: começou e terminou a vida profissional jogando em casa, perto de amigos e parentes.
A passagem por Vasco e o perfil em campo
A temporada de 2004 não foi simples para o Vasco, mas foi o período em que muitos torcedores conheceram mais de perto o futebol de Chiquinho. Em um time com limitações coletivas, o lateral se destacou mais pela entrega do que pela técnica refinada. Versátil, ele chegou a ser utilizado em mais de um setor da linha defensiva, sobretudo quando o elenco sofria com suspensões e lesões.
Seu gol contra o Internacional, no Beira-Rio, é lembrado como o momento mais marcante com a camisa cruzmaltina. Para um jogador de origem humilde, deixar sua assinatura em um estádio histórico do futebol brasileiro reforçava o simbolismo de sua trajetória. Embora não tenha se tornado ídolo, ele entrou para a longa lista de nomes que ajudaram o Vasco a atravessar uma fase turbulenta em campo e fora dele.
Lista de clubes na carreira de Chiquinho
Chiquinho construiu um currículo focado, sobretudo, em clubes nordestinos, com um ponto alto no Vasco da Gama. Entre os times que defendeu, destacam-se:
- Fortaleza
- Ferroviário
- Bahia
- Sport
- Vasco da Gama
- Icasa
- Limoeiro (clube onde encerrou a carreira)
Por onde anda Chiquinho?
Após encerrar a carreira no início da década de 2010, atuando pelo Limoeiro, Chiquinho deixou de frequentar os grandes palcos do futebol brasileiro. Sem a mesma exposição midiática de outros ex-jogadores de clubes grandes, o ex-lateral adotou um perfil mais reservado. Hoje, ele leva uma vida tranquila em Limoeiro do Norte, no Ceará, longe da rotina de viagens, treinos e concentrações que marcaram sua juventude.
Em vez da linha lateral, sua atuação agora é dentro da comunidade em que cresceu, próximo à família e à realidade do interior nordestino. Embora não esteja constantemente em programas esportivos ou grandes transmissões, o nome de Chiquinho volta e meia reaparece em lembranças de torcedores mais nostálgicos, especialmente quando se fala daquele Vasco de 2004 ou dos bons times do Fortaleza no começo dos anos 2000.
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