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A história de Tostão no Cruzeiro; jogos, gols e estatísticas

O maior jogador da história do Cruzeiro e o cérebro ofensivo de uma era dourada.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 02/02/2026
07:48
Artilheiros do Cruzeiro - Tostão
imagem cameraTostão é o maior artilheiro e maior ídolo da história do Cruzeiro Esporte Clube. (Foto: Cruzeiro)

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Tostão transformou o Cruzeiro em potência nacional entre 1963 e 1972, marcando 255 gols.
Ele foi protagonista na Taça Brasil de 1966, onde o Cruzeiro derrotou o Santos de Pelé.
Reconhecido por sua inteligência tática, também foi artilheiro da Seleção Brasileira em 1970.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, ocupa um lugar singular no futebol brasileiro. No Cruzeiro, não foi apenas um grande jogador, mas o elemento que transformou um clube forte regionalmente em potência nacional e referência técnica no país. O Lance! conta a história de Tostão no Cruzeiro.

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Entre 1963 e 1972, Tostão construiu uma trajetória marcada por protagonismo, regularidade e inteligência tática. Atuando como meia-atacante, armador ou centroavante, foi o eixo ofensivo de um time que dominou Minas Gerais e alcançou o topo do futebol brasileiro na década de 1960.

Sua leitura de jogo, capacidade de finalização e entendimento coletivo o diferenciaram em uma época marcada por grandes craques. No Cruzeiro, Tostão não apenas marcou gols: organizou o jogo, liderou campanhas históricas e se tornou o símbolo máximo da identidade ofensiva do clube.

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A história de Tostão no Cruzeiro

Jogos e números de Tostão pelo Cruzeiro

Os números de Tostão variam ligeiramente conforme a fonte, mas todos apontam para uma produção ofensiva extraordinária e sem precedentes no clube:

  1. Jogos pelo Cruzeiro: entre 378 e 383
  2. Gols marcados: entre 242 e 248
  3. Maior artilheiro da história do clube

Mesmo atuando grande parte do tempo fora da área, com responsabilidades de criação e articulação, Tostão manteve médias de gols comparáveis às de centroavantes clássicos, algo raro em qualquer época.

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A longevidade em alto nível e a constância estatística consolidaram seu status como maior nome da história cruzeirense, referência que atravessa gerações.

O domínio estadual e as artilharias no Mineiro

No Campeonato Mineiro, Tostão foi absolutamente dominante. O Cruzeiro viveu uma era de supremacia regional com ele como protagonista técnico e artilheiro recorrente.

  1. Pentacampeonato mineiro: 1965 a 1969
  2. Artilheiro do Mineiro por seis edições consecutivas: 1965 a 1970
  3. 105 gols marcados no torneio estadual

Seus números por edição impressionam:

  1. 1965: 17 gols
  2. 1966: 18 gols
  3. 1967: 20 gols
  4. 1968: 25 gols

A edição de 1968 marcou o auge individual no estadual, com uma marca que permanece como uma das maiores artilharias da história do Campeonato Mineiro.

1966: a Taça Brasil e o jogo que entrou para a história

A consagração nacional de Tostão e do Cruzeiro aconteceu na Taça Brasil de 1966, em uma das finais mais emblemáticas do futebol brasileiro.

Na decisão contra o Santos Futebol Clube de Pelé, então dominante no cenário nacional e internacional, o Cruzeiro apresentou um futebol avassalador.

No primeiro jogo, no Mineirão, vitória por 6–2, com atuação histórica de Tostão e um primeiro tempo encerrado em 5–0. A imagem de Tostão coroado após a partida estampou jornais, simbolizando a queda do time mais temido do país.

No jogo de volta, no Pacaembu, o Santos abriu 2–0, mas Tostão liderou a reação cruzeirense. Mesmo após perder um pênalti, marcou um gol de falta decisivo, iniciou a virada e participou ativamente do triunfo por 3–2, que garantiu o primeiro título nacional do Cruzeiro.

Tostão, o falso 9 e a projeção internacional

A inteligência tática demonstrada no Cruzeiro levou Tostão a um papel central na Seleção Brasileira. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970, foi o artilheiro do Brasil, com 10 gols.

No Mundial do México, atuou como falso 9, função ainda pouco difundida na época, recuando para organizar o jogo e abrir espaços para Pelé, Jairzinho e Rivelino. O papel desempenhado por Tostão é frequentemente citado como um precursor do conceito moderno da posição.

Essa capacidade de adaptação tática reforça o entendimento de Tostão não apenas como goleador, mas como um jogador cerebral, à frente de seu tempo.

Títulos conquistados por Tostão no Cruzeiro

A passagem de Tostão pelo Cruzeiro foi marcada por conquistas que definiram o período mais vitorioso do clube até então.

Principais títulos oficiais

  • Campeonato Brasileiro (Taça Brasil): 1966
  • Campeonato Mineiro:
    1965, 1966, 1967, 1968 e 1969
  • Torneio Início de Minas Gerais: 1966

O título brasileiro de 1966 é o ponto máximo dessa trajetória, consolidando o Cruzeiro como força nacional e eternizando Tostão como o rosto daquela conquista.

Torneios e taças nacionais e internacionais

  • Torneio de Caracas (VEN): 1970
  • Torneio José Guilherme (BRA): 1970
  • Torneio do México: 1967
  • Taça Rio Branco (URU): 1966
  • Torneio Quadrangular (BRA): 1966

Torneios amistosos e regionais

  • Torneio de Djacarta (IND): 1972
  • Torneio de Hong Kong (CHI): 1972
  • Taça Miller (EUA): 1972
  • Torneio da Tailândia: 1972
  • Torneio do Governador (BA): 1971
  • Torneio 11 de Outubro (PAN): 1971
  • Torneio de Barbacena (MG): 1964 e 1965
  • Torneio Mário Coutinho (MG): 1965
  • Torneio do Bispo (MG): 1965
  • Torneio Natalino Triginelli (MG): 1965
  • Taça Guilherme de Oliveira (DF): 1964

Essas conquistas refletem o calendário da época e o protagonismo do Cruzeiro em excursões e torneios que tinham grande valor simbólico e esportivo.

Artilharias e marcas individuais

Além dos títulos coletivos, Tostão acumulou feitos individuais expressivos:

  1. Artilheiro do Campeonato Mineiro:
    1966 (17 gols), 1967 (20 gols), 1968 (25 gols)
  2. Artilheiro do Campeonato Brasileiro:
    1970 (12 gols)

Mesmo atuando no meio-campo em muitas partidas, manteve protagonismo ofensivo e regularidade em competições de alto nível.

A despedida e o fim de um ciclo histórico

Tostão fez sua última partida oficial pelo Cruzeiro em abril de 1972, contra o Nacional de Uberaba, pelo Campeonato Mineiro. Pouco depois, foi negociado com o Vasco por Cr$ 3,5 milhões, a maior transação do futebol brasileiro até então. Com à venda, a história de Tostão no Cruzeiro acabou.

Sua saída marcou o fim de uma era no futebol mineiro e consolidou um legado que permanece intacto: maior artilheiro da história do Cruzeiro, líder técnico do maior título do clube no século XX e referência absoluta de inteligência e eficiência no futebol brasileiro.

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