Gol direto do pontapé inicial vale? O que diz a regra sobre o início da partida
Sim, gol direto do pontapé inicial vale; a Lei 8 explicita que o gol é validado.

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Uma cena que causa polêmica toda vez que aparece em amistosos ou até em jogos oficiais: o cobrador do pontapé inicial chuta forte do meio do campo, a bola voa direto para o gol adversário e entra redonda, sem toque de ninguém. O debate imediato é: gol direto do pontapé inicial vale? A resposta está na Lei 8 – O Início e o Recomeço do Jogo, que regula justamente o pontapé inicial, o reinício após gol e o tempo extra. E a regra deixa claro que, em condições regulares, o gol vale sim.
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O que muitos torcedores confundem é pensar que o início do jogo demanda obrigatoriamente um toque de companheiro antes do gol. Mas a Lei 8, em versão em português divulgada por federações, explicita que a bola entra em jogo assim que o cobrador a joga do ponto central e ela se move, sem necessidade de outro toque. É nesse cenário que um gol direto do centro do campo passa a ser válido, desde que a trajetória vá para a meta adversária.
Gol direto do pontapé inicial vale?
O que diz a Lei 8 sobre o pontapé inicial
A Lei 8 define que o pontapé de saída é usado para iniciar a partida, a segunda etapa, o tempo extra e para reiniciar o jogo após cada gol marcado. Pelo texto oficial, algumas regras básicas devem ser respeitadas:
- A bola deve estar parada sobre o ponto central do campo de jogo.thefa+1
- Após o sinal do árbitro, o cobrador chuta a bola, e ela entra em jogo quando se move claramente.
- Todos os jogadores, exceto o cobrador, devem ficar na própria metade do campo, e os jogadores da equipe adversária, a pelo menos 9,15 m da bola, até que ela entre em jogo.
Se o cobrador toca na bola duas vezes consecutivas sem que outro jogador a toque, o árbitro marca tiro livre indireto para a equipe adversária no local da infração. Isso, porém, não muda o fato de que, se a bola entra na meta adversária diretamente, o gol é válido.
Quando o gol direto é válido
A própria Lei 8, em versões de aplicação, inclui uma passagem didática que resolve a dúvida de forma direta:
- "Pode ser marcado um gol à equipa adversária diretamente a partir do pontapé de saída."
- Em outras palavras, se o jogador chuta do meio do campo, a bola vai direto para a meta adversária, entra sem tocar em ninguém e o lance não viola outras regras (como impedimento, por exemplo, já que o início do tempo não admite impedimento), o gol é aceito.
Na prática, o árbitro apenas marca tiro de canto para a equipe que sofreu o gol, se o tempo ainda estiver rodando, ou recomeça a partida com novo pontapé de saída, depois de validado o gol. Exemplos de gols de pontapé inicial, ainda que raros, aparecem em registros de amistosos e até em competições oficiais, quando a bola pega o ar e o goleiro chega tarde demais para evitar o golaço.
O que acontece se a bola entrar na própria meta
O texto da Lei 8 também prevê o cenário oposto, quando o cobrador erra o alvo de forma extrema:
- "Se a bola entrar diretamente na baliza do executante, é concedido um tiro de canto a favor da equipa adversária."
Ou seja, se o jogador chuta o pontapé inicial e a bola, sem toque de outro jogador, segue direta para a própria meta, o gol não é contado. O árbitro não marca gol contra, não encerra o jogo; simplesmente marca tiro de canto para a equipe adversária, seguindo o fluxo normal da partida.
Em resumo, a regra moderna do futebol autoriza o gol direto do pontapé inicial, transformando o centro do campo em um ponto de ataque legítimo, desde que o executor siga o protocolo básico da Lei 8.
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