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Copa do Mundo Feminina 2023 teve maior premiação da história. O que esperar para o futuro da modalidade?

Fifa pagou cerca de R$ 550 milhões em bonificações no Mundial

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Copa do Mundo Feminina representou um avanço para negócios da modalidade (Foto: Divulgação/Fifa)

Lance! - 06/09/2023 - 16:46

Lance! - 06/09/2023 - 16:46

A edição de 2023 da Copa do Mundo Feminina foi responsável por bater marcas históricas no cenário do futebol. Além de recordes de audiência, público e velocidade de chute, o valor da premiação oferecida pela Fifa ultrapassou a casa dos US$ 110 milhões (R$ 548 milhões). Este é o valor mais alto já pago pela entidade desde o início do torneio.

Grande campeã do Mundial, a seleção espanhola faturou cerca de US$ 4,29 milhões (cerca R$ 21,5 milhões) só pelo título. Além disso, paralelamente, o maior órgão do futebol mundial premiou as 23 jogadoras campeãs, somando mais US$ 270 mil (R$ 1,34 milhão).

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Isso aconteceu porque, a pedido das atletas, a Fifa garantiu um pagamento individual distribuído para cada uma das 736 jogadoras participantes da Copa do Mundo. O valor variou entre US$ 30 mil (R$ 147 mil) até US$ 270 mil (R$ 1,3 milhão) dependendo da performance das seleções no torneio.

O investimento total em prêmios pela Fifa atingiu a marca de US$ 110 milhões (R$ 548 milhões), representando um aumento notável de cerca de 300% em comparação com o último Mundial feminino, realizado em 2019, na França. Diante desse salto, o que esperar para o futuro da modalidade?

+ Duelo Lance! Biz – Brasil x Argentina: Qual país tem a seleção mais valiosa?

- O aumento da premiação da Copa do Mundo Feminina 2023 em relação à edição passada demonstra um avanço da modalidade. Os números de audiência, público nos estádios, patrocínio, direitos de televisão obtidos com essa edição indicam que o futebol feminino está em crescimento acelerado - analisa Fábio Wolff, especialista em marketing esportivo e sócio-diretor da Wolff Sports.

Copa do Mundo Feminina - Espanha

Espanha foi campeã da Copa do Mundo Feminina 2023 (Foto: Franck Fife/AFP)


Para Rogério Neves, CEO da Motbot, startup de crowdfunding esportivo que atua com mais de 20 clubes do país, o crescimento do produto e a sua valorização andam lado a lado.

- Quando ocorre um aumento na premiação que é distribuída durante uma competição, é sinal de que ela está se valorizando como um todo. No caso da última Copa do Mundo Feminina, ficou evidente o crescimento do torneio, que distribuiu os maiores valores da história para as seleções participantes. Com certeza isso mostra para a sociedade a evolução da modalidade, que tende a manter essa crescente nos próximos anos - afirma o especialista.

De acordo com uma recente análise realizada pela plataforma de avaliação criativa System1, a publicidade associada à Copa do Mundo Feminina nos principais mercados publicitários supera, em termos de criatividade, aquela vinculada à Copa do Mundo masculina de 2022 no Catar.

Segundo a pesquisa, o resultado obtido mostra que as campanhas relacionadas ao torneio feminino apresentam um potencial mais elevado para gerar impactos comerciais a curto e também a longo prazo.

- Podemos notar que o futebol feminino está atingindo um novo patamar pelo investimento. Além disso, é nítida a atenção da mídia, das pessoas e do mercado como um todo para essa modalidade, que consegue mostrar o quanto ela pode ser atrativa para gerar ativos a própria FIFA, por exemplo. Isso representa bastante para as atletas, as associações e também para a própria comunidade do futebol feminino - conclui Bernardo Caixeta, gerente de marketing e relações esportivas da Penalty, empresa que fornece todo o material esportivo que é utilizado pelas meninas que integram o projeto social “Em Busca de Uma Estrela” e que também patrocina a peneira feminina feita pela Federação Paulista de Futebol.

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