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Negócio de bilhões: China reencontra a Fórmula 1 em um novo patamar

Competição revisita o circuito de Xangai em um momento histórico da categoria, com novos protagonistas e velhos conhecidos

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Fórmula 1 volta a ter corrida na China após cinco anos (Foto: Pedro Pardo/AFP)

Lance! - 19/04/2024 - 16:35

Lance! - 19/04/2024 - 16:35

A Fórmula 1 chega, neste fim de semana, à quinta etapa da temporada 2024, que será realizada em Xangai, na China. O circuito recebeu sua última corrida da categoria em 2019. Nos anos seguintes, por conta da pandemia, o percurso foi retirado do calendário.

Dentro do contexto, a cidade chinesa é um dos principais centros da economia global. De acordo com o prefeito da cidade, Gong Zheng, o crescimento do PIB de 2023 foi de 5%, atingindo o valor de 4,72 trilhões de yuans (US$ 664 bilhões). Paralelamente, grande parte dos valores apresentados estão ligados às indústrias focadas em tecnologia e inovação, áreas que influenciam no automobilismo.

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Segundo dados da temporada de 2023, a Fórmula 1 registrou US$ 3,2 bilhões (R$ 16,6 bilhões) em receita, valor que atesta o crescimento do esporte automotor, sobretudo em comparação com os US$ 2,6 bilhões arrecadados no ano anterior.

Estes valores, somados ao mercado chinês, podem gerar atrativos para ambos os lados. Números que muito se devem aos fatores midiáticos utilizados pela categoria, com a expansão da marca através de uma nova abordagem da parte de marketing e comercial. Este fator, segundo Ana Clara Campos, gerente de conteúdo da agência End to End, faz diferença nos dias de hoje.

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- Sem dúvidas, a série Drive to Survive é responsável por apresentar e envolver esse novo público com a Fórmula 1, ao explorar um formato que cativa justamente por trazer o que está por trás dos resultados e o cotidiano de uma modalidade que envolve uma infraestrutura muito complexa e envolvente. Uma estratégia de conteúdo bem pensada e executada nas redes sociais, explorando os formatos de vídeos curtos e as tendências do momento, ajudam a rejuvenescer e fidelizar a base de fãs.

Esses usuários mais jovens assumem um comportamento de embaixadores do esporte, criando verdadeiras comunidades apaixonadas por consumir e debater conteúdos sobre o nicho, além de transformarem os principais nomes em influenciadores. Não por acaso, o TikTok é hoje o parceiro oficial da Aston Martin, na frente de produção de conteúdo, estampando também a logo da rede social nos carros de Fernando Alonso e Lance Stroll.
Ana Clara Campos, gerente de conteúdo da agência End to End

- A crescente digitalização dos meios de comunicação fez com que diferentes tipos de públicos passassem a ver a modalidade de outra maneira, influenciados, e muito, pelos perfis que surgiram em redes sociais, especialmente o Tik Tok e a série Drive to Survive. Era o impulso que faltava para a modalidade despertar entre o público feminino e também os mais jovens, e isso é constatado por meio de pesquisas. A F1 se modernizou, e ficou claro que os conteúdos, da forma como eles são mostrados, especialmente com bastidores e novas experiências com público, são fundamentais para essa escalada de audiências e novas receitas - acrescenta Joaquim Lo Prete, Country Manager da Absolut Sport no Brasil, agência especializada em experiência esportivas e que está vendendo pacotes para o GP de São Paulo.

🏎️ Um dos maiores mercados do mundo

Em termos de números absolutos, a China representa um dos maiores mercados para o automobilismo, fator que também movimenta dinheiro e audiência na categoria. De acordo com Fábio Wolff, sócio-fundador da agência Wolff Sports e especialista em marketing esportivo, o momento foi certeiro para o retorno ao país.

- Em constante crescimento nos últimos anos, principalmente pelo efeito das redes sociais e Netflix, a Fórmula 1 conseguiu atingir os mais diversos mercados. O reencontro com o público chinês pode e deve ser muito benéfico para todo o ecossistema do automobilismo. A China é uma grande potência e já possui uma história de alta audiência na categoria, o que, neste momento, tende a aumentar - afirma Fábio.

Coincidentemente, o primeiro chinês a ingressar na Fórmula 1 veio durante um momento em que já não existiam mais corridas no país. Em 2021, Guanyu Zhou estreou pela então Alfa Romeo, aos 21 anos. No momento, ele continua na equipe, que rompeu com a Alfa Romeo e agora se chama Stake F1 Team Kick Sauber.

Fórmula 1 - China

Fórmula 1 volta a ter corrida na China após cinco anos (Foto: Pedro Pardo/AFP)

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