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Vasco x Palmeiras: Ídolo aponta favorito na Copa do Brasil e analisa diferenças de gestão

Filho do Vento concedeu entrevista exclusiva ao Lance! e relembrou passagens por ambos os clubes antes do duelo decisivo da semifinal

São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ)•
08/11/2026 12:00
•Atualizado há 1 minutos

Com passagens marcantes por Vasco e Palmeiras no início dos anos 2000, Euller é considerado ídolo das duas equipes, que disputam uma vaga na final da Copa do Brasil. Em entrevista exclusiva ao Lance!, o ex-atacante analisou o confronto, que será decidido neste domingo (8), comparou os modelos de gestão dos clubes ao longo das últimas décadas e relembrou os bastidores de sua transferência do Alviverde para o Cruz-Maltino, no início de 2000.

Transferência do Palmeiras para o Vasco

No meio da temporada de 2000, meses após conquistar o título da Libertadores com a camisa do Palmeiras, Euller acertou sua transferências para o Vasco. A ida do atacante era um desejo do presidente Eurico Miranda e gerou impasses contratauis à época, que mantinha uma cláusula de retorno do Filho do Vento ao clube paulista.

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O desejo de atuar ao lado de Romário também pesou na decisão de Euller. O atacante chegou ao Vasco em agosto de 2000 e permaneceu no clube até 2002.

- Primeiro, que era um sonho meu jogar ao lado do Romário. E eu tive algumas oportunidades para poder sair do país, jogar até mesmo na Europa, após o término do meu contrato com o Palmeiras, que acabou antes da final da Libertadores. Eu joguei a final da Libertadores com um seguro, entendeu? E de repente eu tive a proposta para ir para o Vasco da Gama e poder realizar o sonho de estar ao lado do Romário - detalhou.

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A transferência para o Vasco foi marcada por uma negociação que previa o retorno de Euller ao Palmeiras em 2001, para a disputa da Libertadores. O acordo, no entanto, não foi cumprido após os desdobramentos da Copa João Havelange, como relembrou o ex-atacante.

- Só que eu fui para o Vasco da Gama e foi um pouco difícil a negociação. Ela só se concretizou porque, como o Palmeiras tinha sido campeão da Copa dos Campeões, garantiu vaga para a Libertadores de 2001. E a concretização aconteceu com um contrato de empréstimo para eu retornar ao Palmeiras em 2001 para jogar a Libertadores. Só não aconteceu porque no final do Brasileirão de 2000 (Copa João Havelange) houve aquela confusão toda de ter o terceiro jogo ou não ter o terceiro jogo - explicou.

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- Aí o Eurico Miranda me chamou, falou assim: "Você não volta para o Palmeiras", e rasgou o contrato na minha frente. Eu falei: "Isso não adianta nada, como eles têm uma cópia do contrato que eu não vou voltar para o Palmeiras?". E eu joguei inclusive a final da Mercosul. Ali ainda não tinha tido a confusão. Esse jogo eu já joguei sabendo que eu iria voltar para o Palmeiras em 2001. Mas aí acabou que não aconteceu. O Pedrinho acabou indo no meu lugar - completou.

Favorito na Copa do Brasil

Euller apontou o Palmeiras como favorito na eliminatória, tanto pela vantagem construída no jogo de ida quanto pela maior qualidade técnica do elenco. O ex-atacante, porém, ressaltou que a diferença de apenas um gol é "fácil de reverter" pelo Vasco, que contará com o apoio da torcida em São Januário neste domingo.

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- Jogo aberto. Favoritismo do Palmeiras, claro, por ser uma equipe mais qualificada e acostumada a decisões. Mas se torna aberto porque, quando a bola rola, tudo pode acontecer. Temos hoje um instrumento que muda uma partida, que é o VAR. Todo cuidado é pouco, uma expulsão muda o jogo. Então 1 a 0 é um jogo abertíssimo, com condição de o Vasco reverter e buscar o título - disse.

Diferenças nas gestões no século

Adversários neste domingo, Vasco e Palmeiras seguiram caminhos distintos após os rebaixamentos à Série B do Campeonato Brasileiro. Sob as gestões de Paulo Nobre, Maurício Galiotte e Leila Pereira, o clube alviverde passou por um processo de reestruturação financeira, consolidou-se como uma das principais forças do futebol brasileiro, ao lado do Flamengo, e vive um dos períodos mais vitoriosos de sua história centenária.

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O Vasco, por sua vez, voltou a ser rebaixado em 2020, enfrentou uma série de dificuldades financeiras e passou por uma transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O processo teve novos desdobramentos nos anos seguintes e culminou na negociação de 90% do controle da empresa com a Almirante, grupo liderado por Marcos Lamacchia.

- Eu acho que o Palmeiras soube administrar melhor todos os seus momentos. O Palmeiras passou por uma segunda divisão também. E teve a felicidade de ter tido presidentes que, financeiramente, ajudaram e ergueram o clube. Futebol de alto nível se faz com dinheiro, não tem jeito. De lá para cá, o Palmeiras foi bem administrado, bem estruturado e com melhores escolhas de atletas, elenco e treinador. Haja vista a chegada do Abel: enquanto outros clubes já tiveram 20 treinadores, o Abel permanece no Palmeiras. Isso já mostra a grande diferença de administração. O Palmeiras administrou melhor os momentos péssimos e os momentos bons. Chegar é difícil, permanecer é mais ainda - apontou.

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