Flávio Araújo

Divulgação CSA

Futebol Latino
15/09/2018
10:31
Fortaleza (CE)

O mercado de treinadores nordestinos no Brasil, ao menos no ano de 2018, tem se limitado a clubes fora das regiões Sul e Sudeste. Segundo levantamento feito pelo caderno Jogada do jornal Diário do Nordeste, somente dois clubes da área em questão (Ponte Preta e Figueirense) tiveram esse ano técnicos nessas condições. Sendo que, tanto Marcelo Chamusca como Rogério Micale já não estão mais em seus respectivos cargos.

Na análise do experiente Flávio Araújo, técnico destacado por ser o recordista em número de acessos obtidos no Século XXI (sete), ele entende que existe preconceito dos clubes dessa região do país não só por descrença de capacidade, mas também por outros aspectos:

- Existe uma discriminação. Não visão de dirigentes das regiões Sul e Sudeste, o treinador nordestino é despreparado. Não só em termos de conhecimento futebolístico, mas também de cultura e educação mesmo.

Apesar da ciência dessa situação, Flávio alimenta o desejo de, depois de tantos anos de carreira e feitos importantes principalmente em clubes do Nordeste, poder trabalhar em uma equipe da primeira divisão do futebol nacional.

- Já trabalhei na Série B dirigindo o Icasa e o Sampaio Corrêa, mas agora o meu grande desejo é trabalhar na Série A do nosso país. Sou muito feliz e realizado com o que conquistei até hoje, mas sigo trabalhando em busca deste sonho.

No que se refere ao seu estilo de trabalho, o técnico que esteve no Treze até o último mês de agosto, mês onde terminou a participação da equipe paraibana na Série D, tem predileção por equipes que gostem de ter a posse de bola e proponham o jogo:

- Não sou de seguir moda. Meus times gostam de propor o jogo, valorizam a bola e jogam verticalmente quando tem a posse. Gosto de marcar no campo de ataque, pressionar o homem da bola. Não sou adepto ao futebol reativo.