2ª rodada do Paulista: São Caetano 0 x 0 Ituano (24/1/2019)

São Caetano tenta permanecer na elite do Paulistão na justiça (Foto:Fabrício Cortinove/Divulgação)

Gabriel Santos
11/04/2019
10:50
São Paulo (SP)

Nesta terça-feira, o São Caetano protocolou junto a Federação Paulista de Futebol (FPF), um documento que contesta o rebaixamento do clube para a série A-2 do Paulistão na temporada que vem. O clube alega que há no regulamento uma falha: em caso de uma junção entre Red Bull e Bragantino, daria ao clube o direito à permanecer na Série A1 do estadual.

O Azulão se baseia no artigo 9º, parágrafo 1º, do regulamento da Série A-2, que diz.

"Em caso de não participação de algum clube classificado para o Campeonato Paulista de Futebol Profissional - Primeira Divisão - Série A-1 de 2020, terá também acesso o Clube que obtiver a 3ª melhor campanha no Campeonato Paulista de Futebol Profissional - Primeira Divisão - Série A-2 de 2019, dentro os que disputaram a fase semifinal".

Desta forma, o São Caetano alega que o terceiro colocado da A-2 só conseguiria o acesso caso entrasse no lugar de um dos dois finalistas da divisão, que naturalmente, seriam os únicos classificados à elite estadual.

Sendo assim, o São Caetano ficaria com a vaga, pois tem melhor campanha que o outro rebaixado no estadual, o São Bento, que acabou como lanterna do estadual. O Azulão publicou uma nota à imprensa questionando a Federação pelo regulamento. 

Através de sua assessoria de imprensa, a FPF confirmou a prática do que está escrito no regulamento. "Conforme prevê o regulamento, caso um clube classificado para o Paulistão não participe da competição, a vaga será do terceiro time mais bem colocado na Série A-2", diz a entidade.

Vale destacar que o comunicado foi publicado nas redes sociais do clube do ABC, nesta terça-feira. Poucas horas depois, o comunicado foi reescrito e, no texto novo, já não pede diretamente a permanência na elite, e nem cita mais a junção entre o RB Brasil e o Bragantino, o que causou um pedido de desculpas do clube.

“Solicitamos desculpas aos jornalistas pelo equívoco de, ao encaminhar o material anteriormente, utilizarmos de uma nota preliminar que contraria inteiramente o documento que se segue”, diz a nota, assinada pelo presidente Nairo Ferreira de Souza, em referência ao texto utilizado inicialmente na publicação.