Estádio - Hailé Pinheiro

(Foto: Reprodução/Twitter Goiás)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
10/08/2020
07:45
São Paulo (SP)

"O circo estava todo armado". A frase de Marcel Almeida, presidente do Goiás, à TV Globo foi involuntária, mas encaixa perfeitamente no momento. O time teve nove atletas infectados pelo novo coronavírus. No gramado do estádio da Serrinha, o São Paulo esperava uma decisão que veio quando a partida já deveria ter nove minutos.

A CBF oficializou o adiamento, que o Goiás já havia solicitado ao STJD. O clube teria apenas 13 atletas: os 11 titulares e dois no banco. O terceiro goleiro, que sequer estava no estádio, havia sido chamado às pressas logo que os resultados chegaram ao Goiás, ontem pela manhã. É uma cena que não deve ser única e possivelmente se repetirá até fevereiro, quando (teoricamente) acaba o campeonato. E, embora ninguém devesse se surpreender, causa, sim, espanto que a CBF não consiga administrar situação que era tão previsível.

Deveria fazer parte do protocolo adiamento automático das partidas em situações como a de ontem. Colocar o Goiás em campo era impossível não apenas esportivamente, mas pela questão de saúde. Como garantir que não havia mais atletas infectados, contaminados pelos colegas? Ao decidir retornar com o futebol com mais de mil mortos por dia no País, os cartolas brasileiros têm também nas mãos a responsabilidade pelo que vier a acontecer. Ontem foi apenas amostra. Os próximos capítulos estão por vir.

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