Daniel São Paulo

Daniel foi morto no dia 27 outubro de 2018 (Foto: Rubens Chiri / São Paulo)

LANCE!
20/02/2019
20:39
Rio de Janeiro (RJ)

Os primeiros depoimentos sobre o assassinato do jogador Daniel chegou ao final nesta quarta-feira. O advogado Amadeu Trevisan e os investigadores, Marcelo Brandt e Izaudino dos Reis, que são testemunhas de acusação, deram detalhes das últimas horas de vida do meia do São Paulo, na delegacia de São José dos Pinhais. A segunda fase, que será realizada pelas testemunhas de defesa e réus, acontecerá em abril. A informação foi publicada primeiramente pelo Uol. 

O último a depor, Izaudino comentou que as agressões começaram dentro da casa da Família Brittes e acabou fora. Além disso, Cristiana, esposa de Edison Brittes, afirmou que o jogador invadiu o quarto dela. 

- Cristiana falou que o rapaz invadiu o quarto onde ela dormia. Ele foi espancado fora de casa também e o Lucas Mineiro reconheceu os agressores via foto. Edison e mais três entraram no carro. O Edison intimou o pessoal para ir na base do 'quem é homem vem comigo'. Ele disse que segurou pela cabeça e passou a faca e que depois cortou a genitália. Deve ter alguém que segurou para cortar, como teve gente para ajudar a colocar dentro do carro - falou Izaudino.

Marcelo Brandt, que também foi ouvido, acredita que o Daniel foi emasculado ainda vivo. Segundo ele, o sangue foi projetado para fora e ainda ficou em pé.

- Ele foi, na minha opinião, emasculado vivo pois o sangue foi projetado para longe do cadáver. Segurado de pé e emasculado na rua - disse.

Em seguida, o investigador também relatou que Cristiana estava bêbeada durante a festa filha, Allana Brittes, e que acabou dando um selinho em Daniel. Isto teria ocasionado ciúmes em Edson. 

- Para policia oficialmente ele não falou, mas comentou pra gente, prévio a oitiva. Disse que Cris estava bêbada, deu selinho nele, teve uma cena de ciúme. Para gente não tem pertinência. Ele disse que ela estaria bem à vontade, estaria 'dando mole - contou

O depoimento mais longo, que durou aproximadamente quatro horas, foi do delegado que investiga o crime, Amadeu Trevisan. Segundo ele, houve um surto psicótico e que terminou com estrogonofe. 

Não consegui entender a violenta emoção que durou três horas, um surto psicótico coletivo. Começou pela manhã e terminou com almoço de estrogonofe - disse o delegado. 

Os depoimentos das 14 testemunhas de acusação acabarão hoje. Na sequência, devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e, por fim, os réus.