PSG, Messi e Talibã: entenda a polêmica capa da revista francesa Charlie Hebdo
Na imagem, três pessoas aparecem com burcas e com o nome de Lionel Messi, principal contratação do clube nesta janela de transferências, nas costas

A Charlie Hebdo, revista francesa famosa por suas charges polêmicas e provocativas, relacionou o Paris Saint-Germain com o Talibã, grupo terrorista que assumiu o controle do Afeganistão nos últimos dias. Na imagem, três pessoas com burcas aparecem com o nome de Lionel Messi, principal contratação do clube nesta janela de transferências, nas costas.
A publicação escreve que o "Talibã: é pior do que pensávamos" em referência ao domínio do Paris Saint-Germain neste mercado. A equipe comandada por Mauricio Pochettino mostrou força e poder com contratações de pesos, como o argentino, mas também Sergio Ramos, Wijnaldum, Hakimi e Donnarumma.
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No entanto, a provocação passa por questões que vão além do campo e bola. Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG, é nascido no Qatar e possui relações com o governo de seu país. O Talibã também tem uma relação estreita com o local que irá sediar a Copa de 2022. Abdul Ghani Baradar, um dos principais líderes do grupo terrorista, vivia no Qatar desde 2018 e chegou ao Afeganistão na última terça-feira.
Além disso, Doha, capital da terra de Nasser Al-Khelaifi, servia como uma espécie de sede política do Talibã desde que este movimento deixou o Afeganistão em 2001 por conta da chegada de militares dos Estados Unidos que buscavam desmantelar a assossiação do grupo com a Al-Qaeda em busca de Osama Bin-Laden.
Na imagem da Charlie Hebdo, três mulheres aparecem com burcas, assessório obrigatório para as mulheres que saíam às ruas no Afeganistão entre 1996 e 2001, período em que o Talibã tomou conta do país. Todas possuem o nome de Messi nas costas com o número 30 que o atleta irá usar em sua passagem pelo PSG.
Polêmicas anteriores
A revista Charlie Hebdo é conhecida por diversas capas e charges polêmicas envolvendo a religião islâmica e satirizando personagens como Alá e Maomé desde 2006. Na cultura muçulmana, representações envolvendo seu profeta são proibidas.
Em 2015, a revista foi alvo de um atentado por dois irmãos após sofrer uma série de ameaças em que 12 pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas. A motivação havia sido a publicação de uma charge em que Maomé aparecia com um turbante em forma de bomba.

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