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Marrocos busca fazer história na Copa Africana de Nações antes de enfrentar o Brasil

Equipe de Walid Regragui se consolida por solidez defensiva

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João Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 18/01/2026
07:00
Jogadores de Marrocos celebram classificação à final da Copa Africana de Nações
imagem cameraJogadores de Marrocos celebram classificação à final da Copa Africana de Nações (Foto: Franck Fife/AFP)

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Na final da Copa Africana de Nações, a atual geração de Marrocos busca marcar ainda mais seu nome na história. Os Leões do Atlas enfrentam Senegal e vão em busca do segundo título de sua história no torneio. O primeiro e único foi conquistado há mais de meio século atrás, em 1974.

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Em caso de vitória e título, Marrocos tem a chance de se aproximar do Brasil, de quem é adversário na próxima Copa do Mundo, no Ranking da Fifa. Isso a menos de cinco meses para a estreia no Mundial. Ou seja, a seleção africana chegaria na competição com a moral elevadíssima e confiança alta para surpreender o futebol mais uma vez.

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Ponto forte de Marrocos na Copa Africana de Nações

Na Copa Africana de Nações, Marrocos se caracteriza pela solidez defensiva, tendo sofrido apenas um gol em seis partidas. Os Leões do Atlas conseguiram até mesmo segurar a Nigéria, que tinha o melhor ataque da competição com 14 gols marcados em cinco partidas até o dia da semifinal entre as seleções.

Essa solidez defensiva não se restringe somente à Copa Africana de Nações, uma vez que Marrocos conquistou uma vaga na Copa do Mundo com a terceira melhor defesa nas Eliminatórias da África. Em oito jogos disputados, a equipe de Walid Regragui foi vazada apenas duas vezes. Somente Costa do Marfim e Tunísia não sofreram gols no torneio qualificatório.

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Essa solidez defensiva é uma marca dessa seleção, que chegou às semifinais da Copa do Mundo de 2022 sem levar gols de Portugal, Espanha, Bélgica e Croácia. No entanto, os marroquinos não foram páreos para a França, que venceu o duelo por 2 a 0 após ter marcado um gol aos quatro minutos do primeiro tempo.

E é possível que Marrocos tenha o retorno do experiente zagueiro Romain Saïss, que atuou durante seis anos no Wolverhampton, da Premier League. O defensor foi titular na estreia dos Leões do Atlas contra Comores, deixou o campo machucado e ainda não retornou a campo nos jogos seguintes da Copa Africana de Nações.

Surpresa ofensiva de Walid Regragui

Em 2024, Brahim Díaz decidiu se naturalizar para defender Marrocos, que é o país de origem de sua família. O meia-atacante do Real Madrid vem sendo uma das gratas surpresas no atual ciclo de Copa do Mundo e um dos personagens mais importantes nessa caminhada dos Leões do Atlas em busca do bicampeonato da Copa Africana de Nações.

Em 21 partidas disputadas, Brahim Díaz soma 13 gols e já é o nono maior artilheiro da história de Marrocos. Na Copa Africana de Nações, o jogador do Real Madrid é o máximo goleador da competição com cinco gols marcados em seis partidas, tendo passado em branco somente no empate em 0 a 0 com a Nigéria, na semifinal.

Hakimi e Brahim Díaz celebram classificação de Marrocos à final da Copa Africana de Nações
Hakimi e Brahim Díaz celebram classificação de Marrocos à final da Copa Africana de Nações (Foto: Franck Fife/AFP)

Marrocos mantém base da Copa do Mundo de 2022

Nesse ciclo de Copa do Mundo, Marrocos conseguiu manter a base da equipe semifinalista em 2022, no Catar. Nomes como Bounou, Hakimi, Mazraoui, Saïss, Aguerd, Ezzalzouli, Amrabat, El Kaabi, En-Nesyri e outros jogadores seguem presentes no elenco comandado por Walid Regragui.

No entanto, Marrocos não deve ter força máxima para encarar Senegal, o que coloca em prova a força do plantel. Mas isso não é uma novidade, visto que Saïss e Ounahi desfalcaram os Leões do Atlas juntos nos últimos três compromissos do time na Copa Africana de Nações.

E mesmo sem dois titulares, Marrocos conseguiu superar a Tanzânia, Camarões e Nigéria, sendo que as Super Águias são a quinta melhor seleção do continente africano, segundo o Ranking da Fifa. O que indica ser um elenco mais experiente, mas que segue com ambição de troféus, principalmente após ganhar em 2025 o Campeonato das Nações Africanas e a Copa Árabe.

Senegal busca o bi após 2021, mas chega com desfalques na final

Comandado por Sadio Mané, Senegal também busca o segundo título de sua história na Copa Africana de Nações. Inclusive, o camisa 10 foi o grande protagonista na conquista da competição sobre o Egito, em 2021.

No entanto, Senegal chega na decisão com dois desfalques importantes por conta das suspensões do zagueiro Koulibaly, do Al-Hilal, e do meia Diarra, do Sunderland. Lideranças técnicas que devem ser substituídas pelos jovens Mamadou Sarr e Lamine Camara.

Com 12 gols marcados e apenas dois gols sofridos, Senegal entra em campo com o segundo melhor ataque e a segunda melhor defesa da Copa Africana de Nações, o que comprova o equilíbrio da equipe. No entanto, os Leões de Teranga sofreram uma derrota recente para o Brasil por 2 a 0 e serão um grande teste para Marrocos visando à Copa do Mundo, em que a Amarelinha será a adversária da estreia.

Sadio Mané comemora gol de Senegal contra o Egito, na Copa Africana de Nações
Sadio Mané comemora gol de Senegal contra o Egito, na Copa Africana de Nações (Foto: Sebastien Bozon/AFP)

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