'O futebol está oficialmente morto', filho de Trump critica liberação de protestos na NFL
Eric Trump utilizou suas redes sociais para atacar liga por aceitar manifestações de jogadores; competição se inicia nesta quinta-feira

A NFL começa na próxima quinta-feira, com o duelo entre Kansas City Chiefs e Houston Texans, e com os Estados Unidos vivendo um momento de intensa convulsão social, com movimentos pedindo o fim do racismo e a violência policial contra os negros, a expectativa é que a nova temporada do futebol americano seja marcado por protestos. A liga, inclusive, não vai proibir as manifestações dos atletas. A decisão da NFL revoltou Eirc Trump, um dos filhos do presidente Donald Trump, que criticou abertamente a liberação dos protestos.
"O futebol está oficialmente morto - é muito para o 'esporte da América.' Adeus, NFL. Eu estou fora", escreveu Eric Trump.
Football is officially dead — so much for "America's sport." Goodbye NFL... I'm gone. https://t.co/FSJeyvsql3
— Eric Trump (@EricTrump) September 8, 2020
Os protestos nos esportes norte-americanos contra a violência policial a negros se iniciou exatamente na NFL, com Colin Kaepernick, em 2016. Na época, em um jogo de pré-temporada, ele se ajoelhou e se recusou a cantar o hino nacional. Ele ainda utilizava uma meia que retratava policiais como porcos. A medida ganhou a adesão de outros atletas da liga e foi fortemente combatida por Donald Trump, presidente americano.
Kaepernick acabou preterido pela liga e proprietários das franquias, não recebendo mais oportunidades até então. À época, o jogador não recebeu apoio da NFL e chegou a processar a NFL em outubro de 2017. O quarterback alegou que estava sendo perseguido pela entidade após receber inúmeras negativas de equipes. Em fevereiro de 2019, no entanto, ambos chegaram a um acordo.
Neste ano, devido a toda situação que assola os Estados Unidos, inclusive com protestos fervorosos de outras ligas, como a NBA, os proprietários de franquias da NFL não vão se opor às manifestações dos atletas. Jerry Jones, dono do Dallas Cowboys, que era contrário aos protestos, mostrou sua maleabilidade quanto aos atos.
"Eu espero que os fãs entendam que nossos jogadores têm questões nas quais eles precisam ajudar", disse Jones.

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