De Colin Kaepernick a Bad Bunny: entenda como NFL e Super Bowl se tornaram palco de lutas sociais
Jogador se tornou um símbolo da luta antirracista, e a história se encontra com Super Bowl deste domingo

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Para além do mérito esportivo, o esporte pode ser visto como uma maneira de influenciar em mudanças importantes na sociedade. Por isso, não há lugar melhor que uma das maiores ligas esportivas do mundo para debater pautas importantes. É justamente nesse ponto que as histórias de Colin Kaepernick, Bad Bunny e o Super Bowl se cruzam.
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Se a vida é realmente feita de escolhas, Colin Kaepernick tomou uma das decisões mais impactantes da história do esporte. O ex-quarterback do San Francisco 49ers, optou por abrir mão da carreira na NFL para se tornar uma das vozes mais importantes no combate ao racismo, dentro e fora do esporte.
Anos depois, a NFL será palco de mais uma atitude sociopolítica importante neste domingo (8). Bad Bunny será a grande atração do show do intervalo no Super Bowl LX, entre New England Patriots e Seattle Seahawks. O cantor é o primeiro homem latino, que canta em espanhol a se apresentar no intervalo da decisão. Além disso, o porto-riquenho já se posicionou contra o presidente norte-americano Donald Trump — que, por conta disso, não assistirá ao jogo no estádio.

A história de Colin Kaepernick
Filho de pais adotivos brancos, Kaepernick lidou com adversidades desde que nasceu. Nascido em Milwaukee, desde muito novo mostrou aptidão para diversos esportes — conciliou basquete, beisebol e futebol americano por alguns anos. O bom desempenho lhe rendeu bolsas universitárias e, posteriormente, o credenciaram a assinar com o San Francisco 49ers.
Pela equipe da NFL, chegou ao Super Bowl de 2012/13, mas perdeu para o Baltimore Ravens. Nesta temporada, inclusive, o atleta estabeleceu o recorde de jardas corridas em um único jogo da NFL, contando temporada regular e playoffs: 181. No entanto, o ato de Colin Kaepernick que ficou marcado na história aconteceu em 2016, quando ele passou a se ajoelhar durante o hino nacional, como forma de protesto contra a violência policial aplicada às pessoas negras nos Estados Unidos. A ação gerou grande repercussão, tanto positiva, quanto negativa — o que ocasionou um boicote ao atleta dentro da liga.

Apesar de ter certo destaque na NFL, quando seu contrato chegou ao fim em 2017, Colin ficou sem time para atuar e nunca mais conseguiu outro acordo. Consequentemente, o jogador passou a ser um dos maiores militantes no combate ao racismo. Ele fundou a "Know Your Rights Camp", uma fundação voltada para o acolhimento e educação de jovens negros. Kaepernick ainda protagonizou uma série da Netflix que contou a história de vida dele, chamada "Colin em preto e branco".
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Show mais político da história do Super Bowl
Mesmo que não tenha nenhum tipo de manifestação, é possível dizer que o show de Bad Bunny será carregado de política. Exemplo disso é o seu disco "Debí Tirar Más Fotos", que venceu como "Melhor álbum do ano" no Grammy e retrata a história e cultura de Porto Rico.

Além disso, o cantor já fez questão de se posicionar contrário à condução política de Donald Trump. O show do Super Bowl será o único da turnê de Bad Bunny em solo estadunidense. Isso porque, o cantor afirmou ter medo de seus fãs serem alvos das violentas operações ICE, contra imigrantes em situação ilegal nos Estados Unidos.
Histórias como as de Colin Kaepernick e Bad Bunny mostram como o esporte é capaz de gerar entretenimento, mas também de promover o debate sobre assuntos sensíveis à nossa sociedade.
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