Páscoa na F1: Verstappen distribui 'chocolate' histórico na temporada de 2023

Com 19 vitórias e domínio absoluto da Red Bull, temporada teve apenas uma exceção

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
05/04/2026 08:00
Max Verstappen
Max Verstappen comemora vitória na Fórmula 1 (Foto: Chris Graythen / AFP)

A temporada 2023 da Fórmula 1 teve um protagonista absoluto e um roteiro que, volta após volta, parecia cada vez menos disposto a aceitar reviravoltas. Em um campeonato marcado por domínio técnico, regularidade extrema e uma vantagem que crescia quase de forma inevitável, Max Verstappen transformou o ano em uma exibição contínua de superioridade – um verdadeiro "chocolate" aplicado sobre os rivais.

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Ao longo de 22 etapas, o holandês venceu 19 das oportunidades. Um número que não apenas impressiona pela quantidade, mas pelo contexto: raramente esteve ameaçado, raramente precisou forçar além do necessário e, na maior parte do tempo, correu em um nível diferente do restante do grid.

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Mais do que as vitórias, o que marcou aquela campanha foi a sensação de inevitabilidade. Fosse largando na frente ou se recuperando rapidamente após contratempos pontuais, Verstappen conduziu a temporada com uma frieza quase mecânica, sustentado por um carro que respondia em qualquer tipo de circuito.

Em diversos finais de semana, a disputa pela vitória sequer se consolidava como narrativa. O interesse se deslocava para o restante do pelotão, enquanto a liderança parecia ter dono definido desde o apagar das luzes.

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O chocolate foi ainda maior: a Red Bull praticamente zerou a concorrência

Se individualmente o domínio já chamava atenção, coletivamente ele ganhou contornos ainda mais expressivos. A Red Bull Racing venceu 21 das 22 corridas da temporada, estabelecendo uma das campanhas mais avassaladoras da história da Fórmula 1.

A única exceção aconteceu no GP de Singapura, vencido por Carlos Sainz, uma etapa completamente fora da curva para a equipe. Justamente por isso tão simbólica: foi o único momento em que o restante do grid conseguiu respirar.

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Carlos Sainz no GP de Singapura na F1 2023 (Foto: MOHD RASFAN/AFP)
Carlos Sainz no GP de Singapura na F1 2023 (Foto: MOHD RASFAN/AFP)

Com Sergio Pérez somando vitórias e presença constante nas primeiras posições, a equipe austríaca não apenas venceu corridas, mas controlou o campeonato de ponta a ponta. O carro mostrou domínio em diferentes características de pista, condições de clima e cenários estratégicos, o que reduziu variáveis que normalmente equilibram a disputa ao longo de um calendário tão extenso.

No fim, 2023 deixou uma impressão rara até para os padrões da categoria: não se tratou apenas de vencer com frequência, mas de reduzir drasticamente a imprevisibilidade que define o esporte. Foi uma temporada em que o "chocolate" não veio em doses pontuais – foi distribuído ao longo de meses, quase sem interrupção, até que não restasse mais nada para os adversários.

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