Lando Norris critica sensação de dirigir novos carros da F1: 'Parece F2'
A segunda semana de testes acontece em fevereiro

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O atual campeão da Fórmula 1, Lando Norris, não escondeu o estranhamento com a nova geração de carros da categoria. Após a primeira semana de testes de pré-temporada em Barcelona, o piloto da McLaren comparou o novo modelo à Fórmula 2, categoria de acesso, devido ao comportamento dinâmico do monoposto sob o novo regulamento técnico.
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As mudanças para 2026 são as mais drásticas dos últimos anos, introduzindo uma unidade de potência com maior dependência elétrica e a inédita aerodinâmica ativa, que altera a posição das asas dianteira e traseira em trechos específicos da pista.
— De certa forma, parece mais um carro de Fórmula 2 pela maneira como você tem de pilotá-lo. Não sei se gosto disso ou não por enquanto, mas acho que já entendemos bastante coisa sobre o comportamento em Barcelona — afirmou o britânico.
Norris também alertou para o impacto estratégico que o novo "modo boost" (sistema de ultrapassagem eletrônica) terá nas disputas roda a roda.
— Acredito que vocês verão, no geral, uma corrida mais caótica. Vai depender muito de quando e em quais momentos os pilotos decidirem usar o modo boost. O gerenciamento de energia será o grande diferencial — completou.
A Fórmula 1 retorna à pista entre os dias 11 e 13 de fevereiro, no Bahrein, para a segunda e decisiva bateria de testes coletivos da pré-temporada, antes da abertura oficial do campeonato no mesmo circuito.

Principais mudanças da F1 para 2026
Entre as principais mudanças nos carros para 2026 estão: aerodinâmica, a potênica do motor e o tipo de combustível.
A partir de agora, o carro todo se transforma durante a curva. Funciona como as asas de um avião: em zonas específicas das retas, o piloto aciona o "Modo Reta", fazendo com que tanto a asa dianteira quanto a traseira se inclinem para "cortar" o ar com menos resistência, atingindo velocidades maiores.
Ao chegar na curva e pisar no freio, o piloto deve mudar para o "Modo Curva". As asas retomam a inclinação original para "empurrar" o carro contra o chão (o chamado downforce), garantindo a aderência necessária para não rodar.
No novo motor, o piloto assume o controle manual. Ele terá que decidir, volta a volta, quando entrar no Modo Recarga (poupando energia) e quando usar o Modo Boost (gastar tudo). Se o piloto gerenciar mal e a bateria acabar no meio de uma reta, ele vira um "alvo fácil" para os adversários.
Além disso, pela primeira vez, a F1 usará combustíveis 100% sustentáveis. Nada de petróleo. O combustível será feito em laboratório a partir de resíduos que humanos não comem (como lixo orgânico ou biomassa) ou capturando carbono diretamente do ar.
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