Hamilton compara novos carros da F1 com modelos da Fórmula 2: 'Mais lentos'
O heptacampeão se descontentou com o desempenho do carro após teste em Bahrein

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Lewis Hamilton, não poupou críticas aos novos carros da categoria durante o primeiro dia de testes oficiais no Bahrein, na última quarta-feira (11). O piloto britânico, agora defendendo a Ferrari mostrou um grande descontentamento com os carros, antes elogiados pelo mesmo em Barcelona.
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O heptacampeão mundial de Fórmula 1 afirmou categoricamente que os monopostos de 2026 estão "mais lentos que a GP2 (atual F2)".
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Nuances entre Barcelona e Bahrein
Pilotando o SF-26 por 52 voltas no circuito de Sakhir, Hamilton revisou sua avaliação inicial, feita em Barcelona, onde havia classificado os carros como "mais divertidos". No Bahrein, sob condições mais severas, a impressão mudou.
— O carro é menor, mais leve e, na verdade, mais fácil de controlar. É divertido, mas acho que estamos mais devagar que a GP2 agora. É a sensação que temos.
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A diferença entre os circuitos foi determinante para a avaliação de Hamilton sobre o desempenho. Segundo o piloto, Barcelona apresentou condições menos desafiadoras, enquanto a etapa atual exige mais adaptação por conta da poeira, das temperaturas mais altas e da dificuldade em encontrar o equilíbrio ideal do carro.
Ele destacou que, na pista espanhola, a equipe precisou adotar cerca de 600 metros de lift and coast por volta na classificação — técnica em que o piloto tira o pé do acelerador antes do ponto usual de frenagem para economizar combustível sem grande perda de tempo — algo que não é comum. Já no traçado atual, a presença de uma zona de frenagem impede essa estratégia, o que, na visão de Hamilton, acaba impactando diretamente sua performance e posição na pista.

Regra 'ridiculamente complexa'
Os novos regulamentos técnicos da Fórmula 1 para 2026, com foco no sistema de recuperação de energia (ERS) dos carros, têm gerado preocupações, e o heptacampeão mundial Lewis Hamilton não poupou críticas. O piloto classificou o novo ERS como "ridiculamente complexo", alertando que a dificuldade de compreensão pode afastar os fãs.
"Nenhum dos fãs irá entender. Tive sete reuniões em um dia e eles (os engenheiros) nos explicaram como funciona. Eu não sei, parece que precisamos de um diploma para entender tudo", desabafou Hamilton.
A partir de 2026, a unidade de potência da F1 terá uma divisão igual de energia: 50% proveniente do motor de combustão interna e 50% do sistema elétrico. Essa nova configuração exige que as baterias sejam recarregadas durante uma única volta, apresentando desafios extras tanto para os pilotos quanto para as equipes.
Além da complexidade técnica, o gerenciamento do carro também se torna uma peça-chave. Apesar disso, Hamilton avalia que o modelo é relativamente simples de pilotar em ritmo de volta lançada. Ele explicou que o equipamento conta com um sistema capaz de aprender automaticamente o estilo de condução do piloto após a conclusão da primeira volta, ajustando os parâmetros com base nesses dados.
Contudo, há particularidades que interferem nesse processo de aprendizado: situações como o travamento de uma roda ou uma escapada da pista aumentam a distância percorrida e podem impactar o funcionamento do algoritmo. Segundo o piloto, o desafio imediato é compreender e dominar melhor esses detalhes, ressaltando que todos os competidores enfrentam a mesma curva de aprendizado.
As equipes continuarão os testes intensivos para uma melhor compreensão e otimização dos novos sistemas que definirão a performance dos carros de 2026.
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