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Reinaldo, ídolo do Atlético-MG, recebe anistia e indenização por perseguição política na ditadura

Ex-jogador sofreu repressão entre 1978 e 1986 durante regime militar

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
02/12/2025 12:53
Ídolos do Atlético-MG - Reinaldo
Reinaldo fazendo seu gesto emblemático (Reprodução Atlético)
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Na manhã desta terça-feira (2), a Comissão de anistia do Governo Federal concedeu perdão à Reinaldo, ídolo do Atlético, por perseguição política sofrida durante a ditadura militar. Além disso, o órgão do Ministério de Direitos Humanos também aprovou indenização de R$100 mil ao ex-jogador.
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Na manhã desta terça-feira (2), a Comissão de anistia do Governo Federal concedeu perdão à Reinaldo, ídolo do Atlético, por perseguição política sofrida durante a ditadura militar. Além disso, o órgão do Ministério de Direitos Humanos também aprovou indenização de R$100 mil ao ex-jogador.

Reinaldo sofreu perseguição entre os anos de 1978 e 1986 e foi monitorado pelo Sistema Nacional de Informações (SNI), órgão ligado ao regime militar que espionava, censurava e oprimia cidadãos, sindicatos, estudantes e opositores do sistema.

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A anistia concedida a Reinaldo foi aprovada por unanimidade pelos membros da comissão, e segundo a relatora, Rita Maria de Miranda Sipahi, a indenização definida no processo será paga em parcela única.

Manifestação de Reinaldo no futebol

A emblemática comemoração de Reinaldo, com o punho erguido e cerrado, fazia referência direta ao movimento dos Panteras Negras, conhecido por sua luta contra o racismo e pela defesa dos direitos civis da população negra nos Estados Unidos. O gesto, carregado de simbolismo político, tornou-se uma marca do ex-atacante e também um dos motivos que alimentaram a perseguição que ele sofreria ao longo da carreira.

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Essa resistência enfrentada fora de campo acabou sendo um dos fatores que dificultaram sua trajetória na seleção brasileira. Mesmo vivendo um de seus melhores momentos, em plena forma técnica e goleadora, Reinaldo acabou preterido e não foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, disputada na Espanha, apesar de reunir condições para integrar aquela equipe histórica.

Após a anistia concedida nesta terça-feira (2), Reinaldo que estava presente na sessão fez um discurso emocionado sobre os anos de perseguição, confira:

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"A sensação de estar sempre sobre a mira do estado era constante, isso gerou medo e insegurança que tiravam minha liberdade mais profunda, me fazendo sentir preso, mesmo estando solto. "

"A campanha de difamação e a perseguição política me tiraram muitas oportunidades. Talvez, o exemplo mais evidente seja a não convocação para a Copa de 1982, onde, apesar de o treinador falar em questões físicas, todo mundo sabia que o motivo eram as restrições a meu suposto comportamento fora de campo".

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Reinaldo - Atlético-MG
(Foto: Bruno Sousa / Atlético-MG)

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