Fala de Dorival Júnior após título com o Corinthians viraliza: 'Único'
Treinador conquistou a Copa do Brasil de 2025

O treinador Dorival Júnior conquistou a terceira Copa do Brasil nos últimos quatro anos. Desta vez, o triunfo veio com o Corinthians diante do Vasco, neste domingo (21), no Maracanã. Após a conquista, o técnico realizou um desabafo sobre uma desvalorização dos treinadores brasileiros.
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Durante uma entrevista à Amazon Prime, Dorival Júnior chamou atenção para o fato dos títulos do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores terem sidos conquistados por técnicos brasileiros. Para ele, acontece uma desvalorização do profissional nacional, que precisa sofrer mudanças.
— Gostaria que as pessoas respeitassem um pouco mais a figura do treinador brasileiro. E isso não acontece. É uma pena. O brasileiro pisa no próprio brasileiro. Nós temos profissionais de muito bom nível, que estão preocupados em trabalhar e se desenvolver. Em melhorar a nossa função. Mesmo assim, parece que estamos sendo escanteados a todo momento. Tá na hora de voltarmos as nossas origens. Desenvolvermos treinadores que acreditem no futebol bem jogado, como já temos — iniciou o treinador, antes de completar.
— Campeonato Brasileiro, foi o Filipe Luís que ganhou. A Libertadores, foi ele também. Na final da Copa do Brasil foram com dois técnicos brasileiros. Acho que isso mostra que temos capacidade. Não estou nos comparando com ninguém, muito pelo contrário. Respeito todos os profissionais que aqui estão, e acho importante a presença deles. Buscar alguém ótimo lá de fora? Sim. Mas também temos pessoas ótimas aqui. E estamos matando alguns talentos na raiz — concluiu.
O posicionamento do treinador repercutiu nas redes sociais. Alguns torcedores concordaram com a observação, e outros, discordaram. Veja a repercussão abaixo:
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Como foi Vasco x Corinthians
Texto por: Márcio Dolzan
Era de se esperar que, depois do jogo truncado na ida, Vasco e Corinthians fariam uma finalíssima de Copa do Brasil mais movimentada. E, ainda que não tenha sido de muitas emoções, os primeiros 48 minutos fizeram jus a uma decisão.
Bem ao estilo do seu treinador, o Corinthians de Dorival Júnior começou priorizando a solidez defensiva. O time formou com quatro jogadores em linha na defesa, dando quase nenhum espaço para a movimentação de Andrés Gomez, Coutinho, Rayan ou Nuno Moreira.
Ao mesmo tempo, a equipe paulista tinha como arma ofensiva os passes para Memphis e os lançamentos para Yuri Alberto. Nada muito inovador, mas que aos 18 minutos se mostrou prático. Foi quando Matheuzinho recebeu lançamento da esquerda na intermediária direita, e imediatamente lançou no outro lado para Yuri Alberto; o atacante enquadrou o corpo e bateu com categoria no canto esquerdo de Léo Jardim, abrindo o marcador.
Os minutos que se seguiram foram os mais tensos para o Vasco no primeiro tempo. Porque o time sentiu, começou a apressar jogadas e ficou no limiar de levar o segundo da mesma forma que tomara o primeiro — Yuri Alberto recebeu novo lançamento, mas bateu torto e por cima.
A partir dos 30, o Vasco se reencontrou. Com Paulo Henrique e Rayan buscando jogadas pela extrema direita, o time de Fernando Diniz se deu conta de que, para vencer a linha de quatro defensores do Corinthians, o jeito era explorar as alas e os cruzamentos.
E foi assim, mas pelo outro lado do campo, que o time carioca chegou ao empate. Aos 40, Raniele errou passe no meio-campo, Andrés Gómez avançou pela esquerda e cruzou no segundo pau para Nuno Moreira, de cabeça, deixar tudo igual.
O jogo retornou mais aberto no segundo tempo. Novamente explorando os flancos, com Paulo Henrique e Puma Rodriguez, o Vasco passou os primeiros 15 minutos fustigando o Corinthians. E correndo o risco de, tal qual no primeiro gol, ser pego no contrapé.
Foi o que aconteceu aos 18. Em contragolpe de três corintianos contra dois vascaínos, Matheuzinho lançou Yuri Alberto na direita, que cruzou à meia-altura para Memphis fazer 2 a 1.
A partir daí, o Vasco foi até o fim do jogo na base da insistência. Vegetti, GB e Tchê Tchê entraram. Depois, Matheus França e David. Mas a tentativa de abafa de Fernando Diniz não foi páreo para superar a tática de Dorival Júnior.

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