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Mattheus Montenegro responde sobre SAF do Fluminense e comenta negociação de Arias e Nino

Advogado assumiu a cadeira para o triênio 2026, 2027 e 2028

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Pedro Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 20/03/2026
15:34
Atualizado em 20/03/2026
20:50
Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, em coletiva (Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC)
imagem cameraMattheus Montenegro, presidente do Fluminense, em coletiva (Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC)

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O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, concedeu entrevista coletiva no CT Carlos Castilho nesta sexta-feira (20). O advogado abordou temas como SAF, mercado de transferências e balanço financeiro de 2025.

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SAF

— O processo está caminhando, a gente também vem trabalhando nisso já desde sempre, nunca parou. E, assim que a gente achar que é o momento, a gente vai levar o tema ao Conselho Deliberativo. Eu não quero falar desse assunto por aqui, porque acho que esse é um assunto muito importante para o futuro do clube, e tem um rito que precisa ser seguido. As primeiras pessoas a saberem serão os conselheiros do Fluminense, obviamente com muita transparência, em reunião aberta.

Janela de transferências

— Foi uma janela muito boa, uma janela em que a gente, junto com o Departamento de Futebol, definiu as posições que o clube precisava e, felizmente, conseguiu fazer boas contratações, reforçando um time que já tinha performado bem em 2025, apesar da ausência de títulos. Foi uma janela em que o mercado estava muito inflacionado, e a gente fez algumas negociações pensando nisso. A gente pensa no desempenho desportivo, mas também precisa olhar o lado financeiro. Algumas negociações se alongaram um pouco mais por esse motivo. Acho que a única coisa que mudou desde a primeira coletiva é que eu tinha dito que a gente já tinha a zaga completa e não iria atrás de outro zagueiro, mas o futebol é muito dinâmico. A gente mudou de ideia e resolveu buscar mais um zagueiro. Foi só isso que mudou. Estamos muito felizes com a janela que fizemos. Acho que todos os jogadores chegam para agregar muito ao grupo que já temos, fazendo com que o Fluminense seja um clube cada vez mais competitivo e capaz de brigar por todos os títulos.

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Estrutura da diretoria

— Sobre a estrutura do clube, o Fluminense é uma associação sem fins lucrativos, e o maior poder está no Conselho Diretor. Dentro desse conselho, você tem o presidente, o vice-presidente geral e os vice-presidentes das áreas, como jurídico, financeiro, social e esportes olímpicos. Esses são diretores estatutários, não remunerados. Só o presidente e o vice formam a chapa, mas existem esses vice-presidentes que ajudam na gestão, embora não estejam no dia a dia, justamente por não serem cargos remunerados. Além disso, há a estrutura profissional do clube. Temos o diretor geral, que é o ex-presidente Mário, além de diretores de diversas áreas: comercial, jurídica, social, esportes olímpicos, financeiro, entre outras. Cada área cuida do dia a dia e se reporta ao respectivo vice-presidente, e também temos reuniões do Conselho Diretor. Uma mudança importante foi a função do Ricardo Tenório. Antes ele era vice-presidente de projetos especiais e agora é vice-presidente geral, o que aumentou sua responsabilidade nas decisões, já que antes ele estava focado em uma área específica e hoje atua no clube como um todo, junto comigo. Sobre o Mário, ele exercia um cargo não remunerado, apesar de estar presente diariamente no clube. Ele conseguia conciliar isso com a vida profissional dele. Agora, ele é funcionário do clube, então tem a obrigação de estar todos os dias no Fluminense e cuidar de todos os assuntos, o que ele vem fazendo muito bem.

Arias e Nino

— Nada mudou em relação ao que eu já tinha falado sobre o Arias e sobre o Nino. É a mesma coisa que eu disse anteriormente: são dois jogadores que o Fluminense tinha muito interesse em contratar, porque são grandes jogadores, e a gente vai fazer o possível dentro das nossas condições. Em relação ao Arias, a gente chegou a fazer uma proposta, mas o Palmeiras apresentou uma oferta maior. E a gente entendeu que não poderia igualar aquele valor, sinceramente achamos que não valia. Por isso a negociação não avançou para o nosso lado. Sobre o Nino, é a mesma situação. É um grande jogador, temos muito interesse que ele esteja aqui e vamos continuar acompanhando. Mas existe um ponto importante: o clube dele precisa decidir se vai vender ou não. Apesar de muitas notícias na imprensa dizendo que ele já viria para o Brasil agora, a realidade é que, internamente, o que temos é que o clube ainda está avaliando essa possibilidade para o meio do ano. Se eles optarem pela venda, é um jogador que nos interessa bastante, e a gente vai tentar fazer uma proposta dentro das nossas condições.

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Fake news e poucas falas públicas

— A crítica vem de todos os lados. Quando era o Mário que dava entrevista toda hora, ele era chamado de "pavão". Quando eu não quero dar, sou omisso. Então cada um fala o que quer, todo mundo tem esse direito. Eu vou falar quando achar que é o momento. Vim no começo, falei sobre o que a gente esperava da janela, e agora a maioria já foi fechada, ainda tem coisas em andamento. Quando eu achar que for o momento, venho aqui, falo com vocês, explico e tiro as dúvidas. Sobre fake news, não tem muito o que fazer. Tem todos os dias. Eu tento não acompanhar muito, até porque a gente precisa trabalhar, não dá para ficar dando atenção ao que vem de fora. É diferente quando a gente fala diretamente com o torcedor. Acho que o torcedor merece explicação, e a gente tenta fazer isso ao longo do tempo, conversando com vocês. Mas se a gente entrar na ideia de combater tudo ou responder tudo na internet, a gente só vai fazer isso. Porque acontece o dia inteiro. Eu acho que o torcedor precisa saber diferenciar, entender quem são os profissionais, buscar a fonte, ver de onde veio. O problema é que, às vezes, é tão falso que não dá nem para saber a origem. Já vi casos em que dizem que a fonte é você, mas não é. Essa briga contra fake news é uma briga perdida. Se a gente parar para fazer isso, não trabalha. Vai ficar só respondendo mentira o tempo inteiro.

Novas chegadas e orçamento de vendas

— Agora, com as principais janelas fechadas, não temos a pretensão de trazer mais nenhum atleta neste momento. No meio do ano abre uma nova janela, e aí tudo pode acontecer.

— No futebol mundial — e especialmente no futebol brasileiro — o orçamento prevê pouco mais de 200 milhões de reais em vendas de jogadores. Isso não é algo fora do padrão, até porque o Fluminense historicamente sempre vendeu atletas. A única exceção recente foi em 2023, quando a gente, como gestão, tomou a decisão de não fazer nenhuma venda, priorizando a Libertadores. Naquele momento, a maior proposta que tínhamos era pelo André, que era um pilar do time. Entendemos que, se ele saísse, a equipe ficaria muito fragilizada. O nosso planejamento é cumprir o orçamento. Certamente vão surgir propostas no meio do ano, e a gente vai analisar se são boas ou não. Algumas saíram na imprensa, outras não. O clube já recebeu propostas neste ano e optamos por não aceitar. Se no meio do ano chegarem propostas melhores do que as do início da temporada, e a gente entender que são boas vendas, pode ser que aconteçam saídas. E, nesse cenário, também pode haver a necessidade de reposição no elenco. O futebol é muito dinâmico, as coisas mudam todos os dias. Na janela do meio do ano, podemos manter o elenco, trazer reforços pontuais ou até fazer vendas e contratar jogadores para repor essas saídas. A gente trabalha com um orçamento que define bem as despesas e as receitas previstas para o ano. Caso não atinjamos a meta de vendas de jogadores, podemos compensar com outras receitas, como premiações, que são projetadas de forma conservadora. Foi isso que fizemos em 2023: compensamos a ausência de vendas com premiação — e, felizmente, deu certo, já que fomos campeões da América.

— Concordo que a janela foi bem maluca. Muito por conta das mentiras que saem na imprensa todos os dias. Eu fico até com pena do torcedor, que fica lendo notícia o tempo inteiro — e muitas vezes a maioria não é verdadeira. Isso gera ansiedade, irritação, e com razão. Hoje, com a internet, o torcedor recebe 20 informações por hora. E uma negociação funciona como qualquer outra: tem idas e vindas o tempo todo. Você faz uma reunião, ajusta um ponto, depois vem uma ligação, muda outra coisa. Só que agora muita gente quer noticiar cada passo disso em tempo real. Parece até que estamos caminhando para algo sem solução, como se fosse preciso colocar uma câmera de 'Big Brother' aqui dentro para mostrar: 'ligou', 'atendeu', 'negociou', 'mudou'. É assim que estão tentando fazer de fora para dentro. Isso deixa o torcedor mais ansioso e dá a sensação de demora. Para dar um exemplo: a contratação do Marcelo demorou muito mais do que as que fizemos agora. Mas nada vazou. Então o torcedor não ficou ansioso, porque simplesmente não sabia. A do Thiago Silva foi a mesma coisa: demorou mais, mas sem vazamentos. Hoje, como há vazamentos do outro clube, do empresário, do próprio atleta, a gente não tem controle. Da nossa parte, não saiu nada. A gente acredita que essa é a melhor forma de trabalhar, mas infelizmente algumas informações acabam saindo. Sobre o caso que você citou, a gente analisou muitos nomes desde dezembro. Algumas negociações foram mais longas, mas, no caso do Castillo, a gente já conversava com o Lanús desde o fim de dezembro, e o valor nunca mudou. O preço foi exatamente o mesmo desde o início. A gente não fechou antes porque estava avaliando outras opções, analisando o que cada jogador poderia entregar e também o custo envolvido. Inclusive, o presidente do Lanús brincou antes da final contra o Flamengo: disse que, independentemente de quantos gols o jogador fizesse, o valor seria o mesmo que ele havia passado em dezembro. Então essa ideia de que o valor aumentou por conta da final ou pelo fim da janela não é verdadeira. O valor sempre foi o mesmo. E hoje a gente está satisfeito, porque montamos um elenco com atacantes de características diferentes: tem o John, o Cano e o Castillo, que é um jogador mais alto, forte na bola aérea e no pivô. Isso nos dá mais opções e ajuda muito ao longo da temporada.

Plano de sócio

— Eu acho que essa análise de caro ou barato acaba sendo um pouco superficial. Tem vários pontos que precisam ser levados em consideração. Em uma pergunta como essa, é importante fazer uma análise comparativa com outros clubes do Brasil, ver quanto custa o plano de sócio que dá acesso aos jogos. Mas a sua pergunta é importante. Quando a gente chegou ao Fluminense, a média de público era de pouco mais de 11 mil torcedores por jogo. O clube tinha cerca de 13 mil sócios e uma receita muito baixa. Depois, a gente teve um crescimento muito grande. Em 2024, reflexo de 2023, chegamos a cerca de 69 mil sócios. Hoje estamos na faixa de 37 a 38 mil. Naquele momento, o foco foi aumentar o ticket médio. O sócio pagava em torno de 20 reais por mês, e hoje esse valor já ultrapassa os 100 reais. Então a gente sempre precisa equilibrar quantidade de sócios e receita. O sócio é a coisa mais importante que um clube pode ter. Mas a gente precisa fazer essa ponderação entre número e arrecadação. Em 2019, a grande cobrança era por um patrocinador máster. Quando a gente chegou, passou a trabalhar tanto nisso quanto no sócio futebol. Mesmo com a redução no número de sócios para perto de 40 mil, tivemos no ano passado uma receita acima de 50 milhões de reais, o que mostra um equilíbrio. O torcedor quer ir ao Maracanã e quer um time forte. É exatamente o que a gente quer também. Para isso, o clube precisa de receita e precisa do torcedor no estádio. O plano de sócio é baseado nessas premissas, com ajustes ao longo do tempo. A gente, por exemplo, oferece benefícios que não seriam obrigatórios, como ingressos em jogos fora do Rio. Em alguns clássicos, fizemos isso também. Na final do Carioca, que era jogo único e o Fluminense não era mandante, não havia obrigação de benefício ao sócio, mas mesmo assim a gente ofereceu. Assim como já fizemos em outras ocasiões. O modelo de sócio é sempre analisado. Temos consultorias que comparam nossos planos com os de outros clubes. Hoje entendemos que o ticket médio está bom e o foco é aumentar o número de sócios novamente. Isso passa também pelo momento esportivo. Quando chegamos perto de 70 mil sócios, o clube estava na final da Libertadores, havia risco real de o torcedor ficar sem ingresso se não fosse sócio. Depois, sem disputar fases decisivas, o número caiu. Recentemente, fizemos ajustes, como a possibilidade de o sócio levar convidados, para estimular a presença. Sobre a relação com a torcida, eu não gosto muito de falar de mim, mas frequento arquibancada desde sempre. Minha carteirinha da Young é de 1996. Não lembro de um jogo no Rio em que eu não tenha ido, e sempre que possível também fora. Eu tenho como princípio que o torcedor é soberano. Ele sempre tem razão. O clube existe por causa da torcida. O Fluminense não acabou mesmo depois de gestões ruins por causa da torcida. Ela é quem sustenta o clube. Não cabe ao presidente criticar a torcida. A própria torcida faz sua análise. O nosso papel é trabalhar para ter cada vez mais gente no estádio. Talvez a gente erre por não comunicar tanto tudo que faz para levar o torcedor ao Maracanã. Mas uma coisa é clara: o Fluminense é um time muito mais forte com o Maracanã cheio. Os números mostram isso. Quando temos mais de 50 mil pessoas, o desempenho é muito superior. A gente vai continuar trabalhando para aproximar cada vez mais o torcedor do clube, porque assim o Fluminense fica muito mais forte na briga por títulos.

Fluminense na Libertadores

O Fluminense já sabe o caminho que terá na fase de grupos da Libertadores 2026. Cabeça de chave, o Tricolor caiu no Grupo C e enfrentará Bolívar, da Bolívia, Deportivo La Guaira, da Venezuela, e Independiente Rivadavia, da Argentina. A trajetória, que começa no início de abril, será marcada não apenas pelos adversários, mas também por uma sequência intensa de jogos e desafios logísticos ao longo do continente.

Antes da estreia, o time de Luis Zubeldía ainda terá compromissos importantes no Brasil. Após enfrentar o Atlético-MG (21/03), o Fluminense encara o Corinthians (01/04) e o Coritiba (05/04), depois da Data Fifa, dando início ao ritmo de maratona antes de viajar para a Venezuela para iniciar sua campanha continental. ➡️ Veja o calendário e análise dos adversários do Fluminense na Libertadores 2026

Os grupos da Copa Libertadores de 2026:

Grupo A:
Flamengo
Estudiantes
Cusco
Independiente Medellín

Grupo B:
Nacional
Universitario
Coquimbo Unido
Deportes Tolima

Grupo C:
Fluminense
Bolívar
Deportivo La Guaira
Independiente Rivadavia

Grupo D:
Boca Juniors
Cruzeiro
Universidad Católica
Barcelona (EQU)

Grupo E:
Peñarol
Corinthians
Independiente Santa Fé
Platense

Grupo F:
Palmeiras
Cerro Porteño
Junior Barranquilla
Sporting Cristal

Grupo G:
LDU
Lanús
Always Ready
Mirassol

Grupo H:
Independiente del Valle
Libertad
Rosario Central
Universidad Central

O Fluminense disputa a Libertadores pela 11ª vez em sua história. O clube participou das edições de 1971, 1985, 2008, 2011, 2012, 2013, 2021, 2022, 2023, 2024 e agora retorna em 2026. Campeão em 2023, o Tricolor pode atingir a marca de 100 jogos na competição caso avance até as quartas de final desta edição.

Ricardo Tenório, Mattheus Montenegro e Mário Bittencourt comemoram vitória na eleição do Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC)
Ricardo Tenório, Mattheus Montenegro e Mário Bittencourt comemoram vitória na eleição do Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC)

O que vem por aí?

Com o resultado contra o Vasco, o Fluminense fica na quinta posição do Brasileirão, com 13 pontos. O Tricolor joga novamente no Maracanã, desta vez contra o Atlético-MG, no sábado (21), às 18h30 (de Brasília).

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