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Braz revela lado torcedor do Flamengo e diz quem deu mais trabalho: Gabigol ou Adriano

Ex-dirigente rubro-negro trabalha, atualmente, no Remo

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Lucas Bayer
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 23/01/2026
14:51
Marcos Braz Flamengo
imagem cameraMarcos Braz com a taça da Libertadores de 2022 (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

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Um dos dirigentes mais vencedores da história do Flamengo, Marcos Braz, responsável pela pasta de futebol do clube carioca na gestão do ex-presidente Rodolfo Landim, acompanhou os títulos de 2025 sob o olhar de torcedor. Atualmente no Remo, o diretor reafirmou o seu amor pelo Rubro-Negro e detalhou como foi celebrar o título da Libertadores da última temporada.

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- Essa conquista acaba que a gente vive como torcedor. Claro, e também pela relação pessoal das pessoas, dos amigos que a gente deixou lá dentro. Se não me engano, dentro do time titular da final, tinham oito jogadores contratados pela gente e mais dois que entraram. Então, acaba aqui o envolvimento ele é enorme, você tem um carinho por esses jogadores, a comissão técnica, o Filipe Luís também vem desde o primeiro processo com a gente. Então assim, oito jogadores, mais dois que entraram, mais a comissão técnica... Você não tem como fugir de uma relação pessoal, uma relação carinhosa, uma relação de agradecimento da instituição. Frequento a Gávea desde os meus oito, dez anos, sou grande benemérito. Acho que isso são 27 ou 28 grandes beneméritos no Flamengo. Então, assim foi especial por esse fato da gente já estar fora, mas foi muito intensa pela relação pessoal que eu tenho lá dentro. Não chega a ser estranho, mas chega a ser diferente. É um processo natural. Quando está resolvido - disse Marcos Braz, em entrevista ao "Ge".

Marcos Braz ao lado de torcedores do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Marcos Braz ao lado de torcedores do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

- Não, não chorei, mas fiquei feliz. O rosto já diz que eu fiquei muito feliz. Acaba que a gente vive como torcedor e também pela relação com os amigos que a gente deixou. Tenho certeza absoluta que fizemos um trabalho acima da média. É claro que a gente erra. Eu errei, provavelmente, e também acertamos muito, entregamos muitos resultados. Então, a sensação é de dever cumprido e que se fechou um ciclo em relação a mim. Antes do término do mandato do Landim eu já tinha comunicado que sairia com presidente a, b ou c. Claro que com a oposição ganhando, seria o processo natural, mas eu já tinha comunicado ao Landim que não ficaria por entender que era fechamento de ciclo e sensação de dever cumprido - completou o dirigente.

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Além das conquistas nos últimos anos, Braz também esteve presente nos bastidores em títulos anteriores, como no Brasileirão de 2009. Com o seu ciclo encerrado, o único troféu que não conquistou foi o do Mundial de Clubes. O dirigente respondeu se pensa em voltar ao clube carioca.

- Uma vez, eu falei que ficou um título para trás, que é o de campeão do mundo. É capítulo encerrado, ciclo encerrado, sou bem comigo em relação a isso... Falar que voltaria ou não voltaria é muito raso. Eu fiquei com um título que poderia ter ganhado e não ganhei, que é o de campeão do mundo. O resto eu ganhei sem exceção. Estadual, Brasileiro, Supercopa, Recopa, Libertadores... Todos os títulos mais de uma vez para não falarem que sempre é sorte. Eu ganhei em 2009 com sorte, aí ganhei em 2019 também com sorte. Ganhei com estrutura e dinheiro, mas ganhei sem estrutura e com salário atrasado. Aí, para resolver a vida, fui para o Remo e subi com o Remo para dar tudo certo - analisou.

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Apesar do ponto final em sua trajetória no Flamengo, Braz revelou que ainda tem dificuldade para pensar em se tornar um adversário direto do Rubro-Negro. Foi por isso, inclusive, que topou assumiu a pasta de futebol do Remo, uma vez que o Leão não disputa os mesmos títulos que o seu ex-clube.

- Acho que o ponto que mais me faz ficar e me segura no Remo é o de não ir para um grande adversário do Flamengo. Ainda tenho muita dificuldade de pensar nisso aí... Ainda não consegui fazer uma ruptura completa neste sentido. Volto a falar: tenho a cabeça muito tranquila do meu ciclo fechado no Flamengo. O que eu não tenho tranquilo e me tornar adversário direto pelos objetivos do Flamengo. Para deixar bem claro, os objetivos do Remo na competição de 2026 nada tem a ver com os objetivos do Flamengo. Me dá frio na barriga pensar em estar em um clube que tenha os mesmos objetivos do Flamengo - detalhou Braz.

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Braz revela detalhes de negociação pelo Flamengo por Balotelli

Ao lado de Bruno Spindel, Marcos Braz foi responsável pelas contratações de grandes nomes do elenco atual rubro-negro, como Arrascaeta e Bruno Henrique. Na busca por reforços, o dirigente teve apenas uma frustração: Balotelli. Braz revelou que chegou a viajar para contratar o atacante, mas não conseguiu.

- Não houve um jogador excepcional que de fato tentamos contratar, dar o tiro, e não tivéssemos contratado. Eu não me lembro. É claro que houve jogadores que fomos tentar ver no mercado e já tinha outro clube em cima, pode até ter tido isso, mas não houve um jogador assim... Agora, o único jogador que eu viajei e não contratei foi o Balotelli. Era uma conversa com um dos maiores empresários do mundo, que era o Mino Raiola, que, inclusive, já morreu. Ele foi muito correto com o Flamengo, não expôs o clube nem a mim em momento nenhum. O Mino queria que ele ficasse na Itália para se recuperar e disputar a Euro de 2020. Ele tinha uma extrema preocupação, e avisou 200 vezes, do Balotelli no Rio de Janeiro. Eu falei: "Fica tranquilo que eu estou acostumado" - explicou.

Mino Raiola e Balotelli
Mino Raiola e Balotelli (Foto: Reprodução)

Gabigol ou Adriano: quem mais deu trabalho para Marcos Braz no Flamengo?

Marcos Braz trabalhou lado a lado com dois dos maiores atacantes do Flamengo: Gabigol e Adriano. Além do faro apurado de gol, os jogadores também tinham algo em comum: o extracampo. O dirigente respondeu quem foi o jogador que lhe deu mais trabalho.

- São momentos diferentes, mas o Gabigol era o Gabigol (risos). O Gabigol nunca chegou atrasado a um treino, não me recordo. Treinava muito e era o último a sair. A camisa do Corinthians foi super fácil de conduzir, foi ruim para ele. Não tinha como seguir como capitão do Flamengo depois daqueles fatos e com a camisa 10, e ele entendeu. Ficou chateado, triste, mas entendeu. Talvez para não ser injusto nessa comparação, talvez o Gabriel seja (o mais difícil) pelo mundo atual, pela exposição que vivemos hoje. É o mundo da tecnologia, das filmagens, das redes sociais - iniciou o rubro-negro.

Marcos Braz Gabigol Flamengo
Marcos Braz e Gabigol na despedida do atacante do Flamengo (Foto: Lucas Bayer/Lance!)

- Eu fiquei mais tempo com ele (risos). É mais do que natural ele me dar mais trabalho porque eu fiquei mais tempo com ele. Mas eu sempre tive facilidade na tratativa com esses jogadores. Eu tenho um lá no Remo, um lateral que é brabo, dá trabalho. Sávio! Vou falar o nome dele, dá trabalho, mas você vai criando uma relação diferente. Sempre com jeito eu falo um negócio no dia a dia: jogador pode quase tudo comigo, desde que esteja combinado. Aí, você vai ajustando o que dá ou o que não dá. É uma falácia dizer que não dá concessão - completou.

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