Gabigol desabafa sobre pênalti perdido em Corinthians x Cruzeiro: 'Eu errei'
Gabigol errou pênalti decisivo em Corinthians x Cruzeiro

Cinco dias depois da eliminação do Cruzeiro contra o Corinthians na semifinal da Copa do Brasil, Gabigol, personagem principal da partida, desabafou sobre o pênalti perdido. Em entrevista ao podcast Podpah, o camisa 9 deu detalhes do seu embate com o ex-companheiro Hugo Souza.
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– Se eu faço o gol, estaria aqui como herói, como predestinado. Fiquei no banco quieto, mas me dediquei. Se eu erro, sou vagabundo. Eu errei. Foi a primeira vez que errei um pênalti tão decisivo na minha vida. Treinei seis anos com o Hugo. Muito complicado – disse.
– O movimento dele (Hugo Souza) induz, mas eu sabia o que ele ia fazer. Mas eu bati mal o pênalti. Não tem desculpa. Errei, mas se tiver outro pênalti para bater, vou cobrar de novo. Eu assumi muitas coisas durante minha carreira, não vai ser diferente – explicou.

Gabigol rebate boatos de que teria errado pênalti de propósito
Em meio às polêmicas de que já pretende deixar o clube, Gabigol desabafou sobre os boatos de que teria errado o pênalti decisivo de propósito. Além disso, ele também explicou porque não voltou com a delegação para Belo Horizonte.
– Até o pênalti, eu era o jogador de grupo, estava me dedicando todos os dias. Quando perde o pênalti não sou mais, sou ruim de grupo. Perder um pênalti daquela dimensão não é fácil psicologicamente. Colocam em xeque muitas coisas. Eu amo o Pedrinho, não foi fácil ver ele triste. Eu sabia que podia ser a última chance do mister ser campeão. O Kaio Jorge nunca tinha vencido uma Copa do Brasil. A gente tinha combinado nos pênaltis de se eles errassem mais um, eu iria para o quarto para fechar. Tinha confiança em mim. O treinador me colocou só para bater o pênalti. Isso influenciou, mas eu errei, assumo. As pessoas falarem isso é uma barbaridade. O que eu ia ganhar perdendo o pênalti? Qual é o sentido? Pior ainda é quem acredita – disparou o camisa 9.
– Sobre ficar em São Paulo. Queria ficar perto dos meus amigos, da minha família. Estávamos liberados. Eu não fui o primeiro a sair do vestiário. Minha mala estava no ônibus. Não tem como sair rápido. Tome banho, conversei com o Walace, com o Kaio Jorge. Falei que só queria ir para casa. Não fazia sentido ir para Belo Horizonte e voltar para São Paulo só para mostrar que estava triste. As vezes esperam uma reação eufórica para tudo. Meu jeito é treinar e ir para o próximo, não chorar – explicou.
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