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Grêmio sofre bloqueio para registrar reforços por plano de dívidas

Clube gaúcho terá de cumprir exigências financeiras para obter autorização da entidade e inscrever novos atletas

PorGuilherme LesnokSão Paulo (SP)
25/08/2026 16:41
Atualizado há 1 minutos
Camisa do Grêmio
Grêmio sofre restrição preventiva para registrar novos jogadores (Foto: Divulgação / Grêmio FBPA)

O Grêmio sofreu uma restrição preventiva para o registro de novos jogadores determinada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). A medida está relacionada ao plano coletivo de pagamento de dívidas apresentado pelo clube à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) em 31 de julho.

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De acordo com o regulamento do Fair Play Financeiro, a adesão a esse tipo de plano é considerada um evento de insolvência. Com isso, o Grêmio fica impedido de registrar novas contratações sem autorização prévia da ANRESF enquanto a restrição estiver vigente.

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A entidade, no entanto, pode liberar os registros caso algumas condições sejam cumpridas. Entre elas, está a exigência de que o valor investido na contratação de novos jogadores não seja superior à quantia arrecadada pelo clube com vendas de atletas. Também não pode haver aumento da folha salarial.

O Grêmio ainda pode negociar um Acordo de Reestruturação com a ANRESF. Nesse cenário, as limitações poderiam ser substituídas por metas e condições financeiras específicas a serem cumpridas pelo clube.

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A situação ocorre no primeiro ano de vigência do Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF, implementado em 2026 para acompanhar a saúde financeira dos clubes brasileiros e estabelecer mecanismos de controle sobre suas contas.

Odorico Roman, presidente do Grêmio
Odorico Roman, presidente do Grêmio (Foto: Angelo Pieretti/Divulgação Grêmio)

Como funciona?

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou, no fim do ano passado, o novo mecanismo de Fair Play Financeiro nacional: o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), que começou a ser aplicado no início de 2026. Liderado pela entidade máxima do futebol brasileiro após reuniões com clubes e especialistas, o projeto foi desenhado para equilibrar receitas e despesas e prevenir crises econômicas no esporte.

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A análise, o julgamento e as decisões finais sobre o cumprimento das regras cabem a um órgão autônomo: a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). O plano do SSF é estruturado em quatro pilares principais: Controle de Dívidas, Equilíbrio Operacional, Controle de Custo do Elenco e Controle do Endividamento de Curto Prazo.

Na prática, o novo Fair Play Financeiro funciona como um sistema de monitoramento contínuo da saúde econômica das equipes. O São Paulo tornou-se o primeiro clube notificado dentro do novo modelo por conta de uma dívida de R$ 1,1 milhão com o Novorizontino, referente à contratação do meio-campista Djhordney. Diante disso, a ANRESF determinou um prazo de 45 dias para o pagamento.

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