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Por onde anda Gauchinho, ex-atacante de Grêmio e São Caetano?

De artilheiro da Libertadores a dirigente: veja por onde anda Gauchinho em 2026.

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
13/08/2026 06:54
Gauchinho
Gauchinho em campo: ídolo histórico no Luverdense e artilheiro continental, o ex-atacante hoje atua como executivo de futebol nos bastidores. (Foto: Divulgação)
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Gauchinho, atacante ativo entre os anos 90 e 2000, destacou-se pela habilidade e faro de gol apurado.
Atingiu a visibilidade internacional como artilheiro da Copa Libertadores em 1999 jogando pelo Cerro Porteño.
Após aposentadoria, ele atua como diretor executivo do Monte Roraima FC, focando na gestão e profissionalização do futebol.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

O futebol brasileiro é solo fértil para atacantes que possuem um faro de gol apurado e uma capacidade quase instintiva de se posicionar dentro da área. Entre o final da década de 90 e o início dos anos 2000, um nome se destacou não apenas pelo apelido carinhoso, mas por uma regularidade impressionante em balançar as redes por onde passava. Paulo Roberto Junges, mais conhecido como Gauchinho, tornou-se um desses andarilhos da bola que deixaram saudades em diversas torcidas do país e do exterior. O Lance! conta por onde anda Gauchinho.

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Natural de Selbach, no Rio Grande do Sul, Gauchinho carregava no nome sua origem, mas foi longe de casa que ele começou a escrever suas primeiras páginas de glória. Sua trajetória é marcada por uma persistência admirável, típica de quem precisou rodar por centros menores antes de alcançar o topo do continente. Com uma técnica refinada para a conclusão e uma presença de área imponente, ele rapidamente transformou o sonho de infância em uma realidade de títulos e artilharias pesadas.

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O auge de sua visibilidade internacional aconteceu em 1999, um ano que ficou cravado na memória de quem acompanhava a Copa Libertadores da América. Vestindo a camisa do Cerro Porteño, do Paraguai, o atacante brasileiro não apenas se adaptou ao estilo de jogo aguerrido do país vizinho, como também se tornou o terror das defesas adversárias. Ser artilheiro da maior competição das Américas jogando por um clube fora do eixo Brasil-Argentina é um feito para poucos, e Gauchinho o fez com maestria.

Apesar do sucesso retumbante no Paraguai e de passagens por gigantes como o Grêmio, a carreira de Gauchinho também foi feita de resiliência. Em um mercado onde a concorrência por uma vaga no ataque era feroz — dividindo vestiário com nomes do calibre de Ronaldinho Gaúcho —, ele soube entender seu papel e buscar novos horizontes quando necessário. Essa capacidade de se reinventar permitiu que ele prolongasse sua vida útil nos gramados até se tornar uma lenda viva em clubes do Centro-Oeste brasileiro.

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Hoje, em 2026, Gauchinho já não utiliza as chuteiras para decidir partidas, mas sua influência no esporte continua tão relevante quanto antes. A transição para os cargos de gestão e comando técnico foi um passo natural para alguém que sempre demonstrou uma visão privilegiada do jogo. Entender por onde ele anda agora é mergulhar na rotina de um profissional que dedica sua experiência à estruturação de novos projetos no futebol nacional, mantendo acesa a chama de quem conhece o caminho do gol como poucos.

O terror das redes e o ídolo do Mato Grosso

A carreira profissional de Gauchinho começou a ganhar corpo na Tuna Luso, em Belém, onde ele mostrou que o faro de gol era algo nato, sendo artilheiro paraense já em 1996. Seu sucesso na Região Norte chamou a atenção de empresários e o levou ao Paraná Clube e, posteriormente, ao XV de Piracicaba. No clube paulista, ele viveu uma fase espetacular em 1998, terminando como o maior goleador da Série B do Campeonato Brasileiro, com 16 gols, consolidando sua fama de "matador" de aluguel.

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No entanto, o capítulo mais brilhante de sua biografia como atleta foi escrito no Luverdense. Gauchinho chegou ao clube do Mato Grosso para se tornar o maior artilheiro da história da instituição, anotando impressionantes 44 gols em pouco mais de 50 jogos. Sua identificação com o estado foi tamanha que, após passagens por clubes como Avaí, Goiás e o futebol mexicano e colombiano, ele escolheu a região para fincar raízes, encerrando sua jornada como jogador em 2010 com as cores do próprio Luverdense.

Por onde anda Gauchinho?

Por onde anda Gauchinho (@paulojunges9) em 2026? O ex-jogador atua como diretor executivo do Monte Roraima FC, clube que vem buscando espaço no cenário regional e nacional. Ele é o principal responsável pela montagem do elenco e pela gestão do departamento de futebol, aplicando os conhecimentos adquiridos em décadas de vivência nos gramados. Sua missão atual é profissionalizar processos e utilizar sua rede de contatos para elevar o patamar competitivo da equipe de Roraima.

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Antes de assumir a função executiva, Gauchinho trilhou um caminho sólido como treinador. Ele comandou equipes como o Paracatu, Real FC e Ceilândia, além de ter realizado um trabalho de destaque nas categorias de base do Real Brasília (sub-17). Essa experiência à beira do campo deu a ele a bagagem necessária para entender as necessidades dos técnicos e atletas, facilitando sua transição para o cargo de dirigente. Hoje, ele é visto como uma figura central na expansão do futebol no Norte do Brasil, unindo sua história de artilheiro à competência de gestor.

Clubes que o Gauchinho atuou

A lista de clubes defendidos por Gauchinho impressiona pela diversidade geográfica e pelo impacto que o atacante causou em diferentes ligas:

  1. Tuna Luso: Onde despontou como artilheiro no Pará.
  2. XV de Piracicaba: Artilheiro da Série B de 1998.
  3. Cerro Porteño (Paraguai): Artilheiro da Libertadores de 1999.
  4. Grêmio: Passagem pelo Tricolor Gaúcho na temporada 2000.
  5. Paraná Clube: Atuou na Série A do Brasileirão.
  6. Avaí: Destaque na Série B de 2001 com 12 gols.
  7. Goiás: Disputou a elite do futebol nacional pelo Esmeraldino.
  8. Cruz Azul (México): Experiência no futebol mexicano em 2003.
  9. Deportes Tolima (Colômbia): Passagem pelo futebol colombiano em 2006.
  10. Luverdense: Maior artilheiro da história do clube e ídolo absoluto.
  11. Treze e América-RN: Clubes tradicionais do Nordeste onde também deixou sua marca.
  12. Brasília e Inter de Santa Maria: Equipes defendidas na reta final de sua trajetória profissional.
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