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Corinthians: equipe de ex-presidente nega rombo e critica atual gestão

Ex-gestão diz que contas foram aprovadas e cobra transparência da atual diretoria

PorUlisses LoprestiSão Paulo (SP)
11/04/2025 17:43

Supervisionado porUlisses Lopresti,
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Gestão de Duilio Monteiro Alves se manifestou (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

A atual direção do Corinthians investiga um possível rombo financeiro avaliado em R$ 200 milhões que teria sido deixada pela gestão de Duilio Monteiro Alves, que presidiu o clube alvinegro entre 2020 e 2023. A alegação de aliados da diretoria é que o valor não foi contabilizado no balanço financeiro do último ano do ex-dirigente.

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A informação foi veiculada pelo 'Ge'. A diretoria aguarda uma apuração para, caso confirmado, se manifestar publicamente sobre o tema. Os valores seriam referentes a reservas financeiras destinadas ao pagamento de dívidas tributárias em tramitação na Justiça, nas quais o clube acreditava ter grandes chances de derrota.

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Os rumores acontecem no mês em que o Conselho Deliberativo do Corinthians irá votar as contas do primeiro ano de gestão de Augusto Melo. A reunião está marcada para o dia 28 de abril, convocada por Romeu Tuma Jr.

Mesmo com os rumores que ganham força nos bastidores do Parque São Jorge, a diretoria do Corinthians segue em silêncio e ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A expectativa é que uma consultoria independente seja contratada para conduzir a apuração, já que, até agora, não há elementos concretos que comprovem a materialidade das suspeitas.

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Defesa

A gestão de Duilio Monteiro Alves enviou uma nota rebatendo as acusações. O comunicado afirma que os rumores seriam uma tentativa de desviar o foco do aumento da dívida. A antiga diretoria também reforça que as contas de 2023 foram aprovadas por auditoria externa, pelo Conselho Fiscal, composto, em sua maioria, por membros ligados à situação, pelo Cori e pelo Conselho Deliberativo.

O texto critica a atual gestão por cogitar reabrir as contas de 2023 mais de um ano após sua aprovação, justamente no momento em que deverá apresentar seu próprio balanço, que, segundo a própria diretoria, mostrará um crescimento significativo do endividamento do clube em 2024. A nota também aponta atraso no envio do novo balanço aos órgãos fiscalizadores.

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A equipe de Duilio classificou a movimentação como "barbeiragem contábil" e lembrou que, mesmo após um pedido de desculpas no Cori por parte da atual diretoria, os responsáveis voltam a promover "narrativas" sem respaldo técnico. Por fim, cobrou a divulgação dos relatórios da Ernst & Young, contratada pela nova gestão, e insinuou que o material seria usado para tentar justificar uma "terra arrasada".

Duílio, presidente do Corinthians
Duilio presidiu o Corinthians entre 2021 e 2023 (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

Leia a nota na íntegra

"Primeiramente, é lamentável que veículos tão relevantes da imprensa dêem abertura e publicidade a uma narrativa, que não por acaso surge neste momento, sem sequer haver qualquer comprovação de veracidade ou de que tal parecer consultivo será levado em consideração pelos órgãos fiscalizadores.

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É estarrecedor que a atual gestão, que foi incapaz de publicar seus próprios balancetes, cogite reabrir as contas de 2023. Essas contas foram aprovadas por auditoria externa, pelo Conselho Fiscal, com 3 membros eleitos apoiados pela situação, pelo Cori, com 9 dos 10 membros eleitos apoiados pela situação, e pelo Conselho Deliberativo.

Querem reabrir essas contas mais de um ano depois e justamente no momento em que esta gestão deve apresentar seu balanço que mostrará, como já admitido, um aumento vertiginoso do endividamento do clube em 2024, a ser publicado neste mês. Esse balanço já enfrenta inclusive atraso no seu encaminhamento aos órgãos fiscalizadores.

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É lamentável que, mesmo depois de terem pedido desculpas no Cori pela barbeiragem contábil cometida no "Dia da transparência", a atual gestão venha agora com esse tipo de narrativa a partir de pareceres consultivos, querendo se sobrepor a órgãos fiscalizadores e empresas de renomada credibilidade.

Lembrando que até hoje seguimos cobrando os relatórios da Ernst&Young, pelos quais pagaram e com os quais pretendiam fazer terra arrasada."

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