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Corinthians chega à semifinal da Copa do Brasil com defesa intacta

A equipe mantém 100% de aproveitamento na competição e se destaca pela solidez defensiva

PorGuilherme LesnokSão Paulo (SP)
12/09/2025 04:00
Hugo Souza é o grande destaque da defesa do Corinthians (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)
Hugo Souza é o grande destaque da defesa do Corinthians (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)

Classificado para a semifinal da Copa do Brasil 2025 após eliminar Novorizontino, Palmeiras e Athletico-PR, o Corinthians mantém campanha impecável na competição, com seis vitórias em seis jogos, 100% de aproveitamento e oito gols marcados. O destaque, no entanto, está no setor defensivo.

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A equipe paulista ainda não sofreu nenhum gol nos jogos. Ao todo, cedeu apenas quatro grandes chances e 67 finalizações (média de 11,2 por partida), sendo 15 delas no alvo. Cada grande chance adversária exigiu, em média, mais de 576 toques da equipe para ser criada, evidenciando o controle e a eficiência do setor defensivo. O desempenho rendeu ao time uma nota de 7,10 no Sofascore.

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Na campanha do Corinthians na Copa do Brasil 2025, Dorival Júnior tem utilizado um grupo de defensores rotativo, mas mantendo consistência em posições-chave. Hugo Souza foi absoluto na meta, participando de todos os seis jogos e somando 540 minutos sem sofrer gols, reforçando a solidez defensiva do time. 

Na defesa central, Gustavo Henrique e André Ramalho tiveram participação significativa, com 360 e 450 minutos, respectivamente, enquanto Cacá e Félix Torres entraram em menor quantidade de partidas, contribuindo pontualmente.

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Nos laterais, Matheuzinho e Fabrizio Angileri se destacam pelo número de jogos e minutos em campo, 424 e 283 minutos, garantindo tanto a proteção defensiva quanto o apoio ao ataque. Matheus Bidu, com 349 minutos, também foi importante na recomposição e no apoio pelo lado esquerdo. João Pedro Tchoca atuou em apenas uma partida, completando 90 minutos, mostrando que o técnico mantém opções no elenco sem comprometer a performance defensiva, que segue impecável na competição.

— Nunca falo sobre ser o primeiro, segundo ou terceiro do elenco. São todos jogadores que merecem o mesmo respeito, consideração, carinho e preocupação. Todos podem estar atuando, independentemente de ter ou não sequência. Poucas equipes do futebol brasileiro tiveram equipes completamente alteradas de uma rodada para outra, nós fizemos isso e mostra que confio nos jogadores. Eles terão oportunidade de estar em campo, então que se preparem mais e melhor. Talvez ontem ou anteontem ele não acreditasse que iniciaria essa partida, mas foi comunicado e correspondeu bem. Isso é fundamental e muito importante para qualquer atleta — disse o técnico Dorival Júnior. 

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Dorival Júnior, técnico do Corinthians (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)
Dorival Júnior, técnico do Corinthians (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)

Defensores utilizados na Copa do Brasil 2025

  • Hugo Souza - 6 jogos e 540 minutos
  • Fabrizio Angileri - 5 jogos e 283 minutos
  • Matheus Bidu - 4 jogos e 349 minutos
  • Gustavo Henrique - 4 jogos e 360 minutos
  • João Pedro Tchoca - 1 jogo e 90 minutos
  • Matheuzinho - 5 jogos e 424 minutos
  • André Ramalho - 5 jogos e 450 minutos
  • Cacá - 3 jogos e 225 minutos
  • Félix Torres - 2 jogos e 116 minutos

Corinthians com três zagueiros

Dorival Júnior destacou a organização tática do Corinthians no sistema defensivo durante a partida. Segundo ele, a entrada de Fabrizio Angileri possibilitou alternâncias estratégicas, com a equipe variando entre uma linha de três defensores, pressionando os adversários e explorando os espaços pelos lados, e uma linha de quatro, ampliando a atuação do lateral e criando oportunidades de ataque pelas costas da defesa adversária.

— Com a entrada do Angileri pelo lado do campo nos proporcionou essa alternância. Alteramos com uma linha de três, espetando os laterais e segurando os três homens. Provocamos a marcação do adversário, tivemos a possibilidade de uma saída por dentro porque os dois volantes deles demoraram para cobrir, o campo estava muito amplo. Estávamos ganhando campo, tendo possibilidade de aproximação, tendo três contra dois pelos lados e criando boas possibilidades. Depois, fomos para uma linha de quatro abrindo mais ele (Angileri). Com isso, quando saímos pelo lado esquerdo tivemos uma distância longa entre o lateral e pudemos atacar pelas costas. Isso foi importante — finalizou.

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