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Análise tática do Guffo: projetando os jogos de ida da Copa do Brasil

Três dos quatro confrontos têm diferença de favoritismo de cinco pontos ou menos

PorGustavo Fogaça
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
24/08/2026 22:56

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Taça da Copa do Brasil (Foto: Lucas Bayer/Lance!)
Taça da Copa do Brasil (Foto: Lucas Bayer/Lance!)

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O sorteio das quartas de final da Copa do Brasil presenteou o torcedor com três clássicos estaduais e um duelo de camisas pesadas. Os jogos de ida acontecem esta semana, entre 25 e 27 de agosto, e o que se vê na prancheta tática é um cruzamento de estilos que promete equilíbrio absoluto. Três dos quatro confrontos têm diferença de favoritismo de cinco pontos ou menos. Assim, o mando de campo na volta será um fator realmente decisivo.

O clássico mineiro abre a rodada com Cruzeiro e Atlético-MG no Mineirão. O Galo chega como leve favorito (55% de probabilidade de classificação) por conta do mando de campo na volta, na Arena MRV. Taticamente, o Atlético impõe controle de posse e imposição física, cadenciando as jogadas para acionar atacantes de peso no mano a mano. O Cruzeiro aposta em transição rápida e compactação da intermediária defensiva. A batalha central será entre a criatividade dos passes de ruptura do meio-campo cruzeirense e o poder de fogo atleticano. O time que errar menos nas transições defensivas leva a vaga, porque em clássico mineiro o detalhe decide.

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Palmeiras é o grande favorito ao título

Palmeiras e Santos fazem o clássico paulista com o Verdão como franco favorito (60%). Abel Ferreira tem o modelo tático mais consolidado do Brasil: pressão pós-perda agressiva, verticalidade extrema e mecanismos ofensivos que funcionam independentemente do adversário. O Santos responde com um bloco médio-baixo estruturado, buscando explorar o erro adversário e jogadas de profundidade pelos lados. A velocidade de drible dos pontas santistas é a arma contra a compactação do meio-campo palmeirense. O trunfo do Peixe é decidir na Vila Belmiro, onde o Verdão historicamente sofre. Se o Palmeiras abrir vantagem em casa, encaminha. Se o Santos sair vivo da ida, a Vila vira inferno.

Vasco e Vitória é o confronto mais imprevisível da chave direita (52% a 48% de chance para o Vasco). O Cruzmaltino prioriza a imposição de São Januário: jogo apoiado, cruzamento na área, pivô ofensivo e infiltração de meio-campistas. O Vitória chega como azarão que eliminou o Flamengo nas oitavas com um contra-ataque letal. O time baiano sabe sofrer sem a bola, tem recomposição veloz e vive da velocidade em transição. O Vasco precisa construir vantagem no Rio porque decidir no Barradão é tarefa hercúlea. O Vitória pode perfeitamente empatar fora e resolver em casa, exatamente como fez contra o Flamengo.

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GreNal é GreNal e vice-versa

O GreNal fecha a rodada com equilíbrio histórico (51% a 49% para o Inter), em um momento negativo do desempenho de ambas equipes. O Colorado pressiona a saída de bola no Beira-Rio e busca superioridade numérica no meio para ditar o ritmo. O Grêmio foca em equilíbrio defensivo, bola parada e contra-ataque rápido. O Grêmio tem a vantagem de fazer a volta na Arena, o que torna o duelo um teste de nervos puro. A dinâmica de condução dos meias colorados contra a precisão das coberturas gremistas é o duelo individual que pode destrinchar a eliminatória. Mas a gente sabe: GreNal é GreNal, e tudo pode acontecer na maior rivalidade do Brasil.

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A projeção para as voltas aponta para cenários distintos. Palmeiras e Atlético-MG chegam como favoritos na condição de mandantes na volta. Vasco e Inter precisam construir vantagem em casa porque as voltas no Barradão e na Arena do Grêmio são as partidas mais hostis do futebol brasileiro. O Santos tem a Vila como trunfo de desespero. O Grêmio tem a Arena como fortaleza. A tendência é que pelo menos dois favoritos caiam, porque mando de campo em mata-mata de Copa do Brasil pesa mais do que elenco.

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Quartas da Copa do Brasil vira torneio de clássicos

A Copa do Brasil 2026 nas quartas virou um torneio de clássicos onde a tática se mistura com a emoção. Os favoritos não terão tranquilidade: o Vitória já provou que sabe eliminar gigantes, o Santos na Vila é outro animal, o GreNal nunca tem favorito e o clássico mineiro sempre decide no absurdo. A expectativa é de jogos de ida truncados, com times visitantes jogando para não perder, e voltas explosivas onde o mando de campo fará a diferença. Quem tiver o melhor plano B no banco de reservas e o artilheiro de uma jogada isolada avança. A tática desenha o jogo, mas individualidade decide. E as torcidas farão toda a diferença.

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