Textor viaja com presidente do Botafogo para auditoria sobre aporte

Dono da SAF do Botafogo vive momento de crise nos bastidores

PorLance!Rio de Janeiro (RJ)
30/01/2026 17:08
John Textor é o dono da SAF do Botafogo (Foto: Dhavid Normando/Código 19/Gazeta Press)
John Textor é o dono da SAF do Botafogo (Foto: Dhavid Normando/Código 19/Gazeta Press)

O clima é de tensão nos bastidores da SAF do Botafogo, que vive momento de crise financeira e busca soluções para tirar o clube da asfixia financeira. John Textor vem travando batalha para aporte de capital, e isso provocou a necessidade de diversas reuniões com o Botafogo Associativo, presidido por João Paulo Magalhães. Tudo indica que o empresário vive dias decisivos quanto à sua permanência na gestão do Alvinegro.

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O Botafogo Social admite que, no momento, ainda não estuda a possibilidade de uma ação mais firme para, quem sabe, derrubar a liminar que corre na Justiça do Rio e tirar Textor do comando. Apesar disso, a diretoria que toca General Severiano e detém 10% das ações da SAF já está chegando no limite e quer ações imediatas.

Horas antes da partida contra o Cruzeiro, vencida pelo Glorioso por 4 a 0 no Nilton Santos, John Textor se reuniu com o associativo e viu o tom subir e virar uma cobrança. O empresário acenou com possiblidade de aporte vindo de uma empresa parceira e que pagaria o transfer ban pela dívida com o Atlanta United utilizando recursos próprios.

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João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo, ao lado de John Textor (Foto: Divulgação/Botafogo)
João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo, ao lado de John Textor (Foto: Divulgação/Botafogo)

Próximos dias do Botafogo

Com isso, nesta sexta-feira (30), Textor viajou com João Paulo Magalhães para São Paulo, onde o empresário passará por auditoria em um banco parceiro. As informações iniciais são do "O Globo" e foram confirmadas pela reportagem do Lance!.

No encontro, está previsto estudo e laudo a respeito da origem da verba sinalizada por Textor. Como adiantou o Lance! na última quinta-feira (29), a GDA Luma, fundo especializado em recuperação de ativos, seria um dos parceiros para o empréstimo de 50 milhões de dólares (cerca de R$ 260 milhões). Outra saída seria o aporte do próprio bolso, o que também demanda análise sobre riscos e condições. Todos os sócios e possíveis investidores envolvidos, juntos com garantias em contrato, serão analisados.

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Após essa etapa, a empresa emitirá um laudo sobre saúde financeira da SAF do Botafogo e se as opções propostas por Textor são viáveis. Caso seja positivo, o Conselho de Administração da SAF deve aprovar e, finalmente, o Alvinegro terá entrada de verba nos cofres. Uma resposta negativa, no entanto, pode acabar derrubando Textor.

Conflito interno

A primeira tentativa de John Textor foi reprovada pelo CEO Thairo Arruda, que se recusou a assinar o contrato de empréstimo da GDA Luma Capital. O gestor apontou que as cláusulas são de risco para o futuro do projeto, como juros muito acima do padrão e garantias de vendas de ativos.

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