Botafogo Social x Textor: guerra de narrativas esquenta por discordância em operações na SAF
Projeto do Glorioso dá sinais de enfraquecimento em grave crise financeira

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A crise financeira assombra o Botafogo, e a batalha nos bastidores envolvendo SAF e clube social ganhou novos capítulos em guerra de narrativas. Presidente do associativo, João Paulo Magalhães trava dura batalha contra novas movimentações de John Textor, que, do outro lado, vê o alerta ligado com o projeto desmoronando.
Nas últimas semanas, o cenário se agravou e o Botafogo vê o caixa comprometido, colocando em risco os compromissos financeiros com elenco, funcionários e dívidas. Há, inclusive, o medo de um novo transfer ban.
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Em fevereiro, o Botafogo teve entrada de 25 milhões de dólares para ajudar em contas urgentes, sendo a mais grave a dívida com o Atlanta United (EUA) pela compra de Thiago Almada — esta que provocou a punição da Fifa quanto a registros de atletas. Houve pagamento de 10 milhões de dólares e acordo de parcelamento, mas com dificuldade para arcar já com a parcela de março.
O resto do montante, conforme apurou a reportagem do Lance!, foi destinado a outros débitos e uma parte ao RWDM Brussels, da Bélgica, relativo a movimentação de jogadores, sendo boa quantia atribuída ao retorno de Huguinho. O jovem, na volta ao Alvinegro, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 e passa por boa valorização, incluindo renovação de vínculo.

Botafogo vive batalha nos bastidores
John Textor e João Paulo Magalhães já não se entendem há tempos. Há uma relação respeitosa pelos negócios, mas já com desentendimentos quanto à condução da SAF — o Botafogo Social, vale lembrar, é acionista minoritário com 10% e também tem como papel a fiscalização do projeto. Com poucos recursos, surgiram possíveis novos rumos.
O empresário dono da SAF deseja que João Paulo assine um documento de permissão para emissões de novas cotas de ações, o que possibilitaria entrada de investidores parceiros. O capital entraria nos cofres e parte dos problemas seriam solucionados. John aponta que, sem isso, a gestão será comprometida e os próximos meses de cenário ainda pior.
Do outro lado, João Paulo Magalhães, presidente desde o início de 2025, tem mostrado resistência. O mandatário do Botafogo Social e seus braços na gestão alegam que, além de uma decisão judicial impedindo entrada de terceiros no quadro societário, a movimentação faz parte de um plano para tirar a SAF da estrutura da Eagle e pode prejudicar os investidores parceiros de Textor na possível operação, lesando quem entrar na jogada com aporte em troca de participação.
Isso porque, no dia 31 de julho de 2025, o juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 3ª Vara Empresarial da Capital, deferiu o arresto cautelar das ações da Eagle Bidco na SAF do Botafogo em meio a processo de cobrança de dívida da Eagle. A mesma decisão garante Textor no comando da SAF, mas veta mudanças na estrutura.
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Na visão da cúpula de General Severiano, dado tal contexto, a Justiça poderia anular a alteração no quadro de acionistas do Botafogo, ou o processo de arbitragem da FGV, previsto para os próximos 60 dias. Há medo de possíveis futuros problemas judiciais — não detalhados — e quanto à imagem, com aporte no caixa, mas sem repasse das ações aos que possam entrar como investidores.
A tendência é de novas conversas entre as partes nas próximas semanas. A asfixia financeira perturba o dia a dia do Botafogo, que também se preocupa com o esportivo. Em campo, o Glorioso foi eliminado na terceira fase preliminar da Libertadores e está na zona de rebaixamento do Brasileirão.
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