Altitude, retrospecto ruim e alerta ligado: o desafio do Botafogo em Potosí
Apenas o Palmeiras venceu jogando a 4 mil metros de altitude

- Matéria
- Mais Notícias
O Botafogo inicia sua caminhada na fase preliminar da Copa Libertadores diante de um desafio que vai além das quatro linhas. O Alvinegro viaja até a cidade de Potosí, na Bolívia, para enfrentar o Nacional Potosí no jogo de ida, em um cenário que impõe uma das maiores dificuldades do futebol sul-americano: os quase 4 mil metros de altitude. A partida de volta será no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Desde 2007, quando os clubes da cidade passaram a conquistar vagas frequentes em competições continentais, times brasileiros estiveram em Potosí oito vezes. O retrospecto é amplamente desfavorável: apenas uma vitória. A exceção foi o Palmeiras, em 2009, justamente também na fase preliminar da Libertadores. Na ocasião, a equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo venceu o Real Potosí por 2 a 0 fora de casa, após já ter construído vantagem de 5 a 1 no jogo de ida.
O que o Verdão fez de diferente? Planejamento. O clube se preparou por quatro dias em Sucre, a cerca de 2.800 metros de altitude, para iniciar o processo de aclimatação. A delegação seguiu para Potosí poucas horas antes da partida, reduzindo o tempo de exposição ao ar rarefeito. O elenco contava com nomes experientes como o goleiro Marcos, o "São Marcos", além de Keirrison e Diego Souza — e executou com disciplina a estratégia traçada.
— Altitude é um negócio complicado. Tem que ter cuidado porque você chega lá e três jogadores passam mal e complica toda a situação — disse Vanderlei Luxemburgo, na época.
Dois anos antes, em 2007, o Flamengo adotou uma preparação inovadora para enfrentar o Real Potosí. O clube utilizou uma câmara hipobárica para simular as condições de ar rarefeito antes da viagem. A equipe também passou por Sucre antes de seguir para Potosí.
A imagem que marcou o empate por 2 a 2 do Flamengo com o Real Potosí, pela fase de grupos da Libertadores, foi de jogadores utilizando máscaras de oxigênio no banco de reservas. Vale lembrar que o time rubro-negro começou perdendo por 2 a 0 e foi buscar o empate no segundo tempo.
— Aquela experiência foi mais ou menos igual. Ficamos em Sucre e subimos pra Potosí em cima da hora, e a altitude atrapalha um pouco. A bola fica mais rápida, você tem dificuldade na respiração, mas são as dificuldades da Libertadores. Naquela ocasião, ainda acabei tomando uma bolada no rosto, o que deixou tudo mais complicado para respirar, e estava bastante frio também — relembrou Renato Augusto.
Em 2024, o Fortaleza foi derrotado pelo Nacional Potosí por 4 a 1, pela fase de grupos da Sul-Americana. O Fluminense também caiu diante do Nacional, por 2 a 0, em 2018. Contra o Real Potosí, os resultados incluem derrota do Flamengo por 2 a 1 na Pré-Libertadores de 2012, empate do Cruzeiro em 1 a 1 em 2010, goleada sofrida pelo Cruzeiro por 5 a 1 em 2008, revés do Paraná por 3 a 1 em 2007.
Coincidência ou não, a delegação do Botafogo iniciou o mesmo processo do Palmeiras de 2009. Um grupo viajou direto para Potosí na última sexta-feira e iniciou a preparação. Nesta segunda-feira, o restante do grupo vai desembarcar em Sucre e seguirá para a cidade do duelo horas antes do confronto pela Libertadores.
O histórico recente mostra que, em Potosí, a dificuldade é regra, não exceção. Para o Botafogo, o desafio começa pela adaptação física e passa pela inteligência tática. Sobreviver à altitude pode ser tão importante quanto a bola na rede — especialmente pensando em decidir a classificação no Rio de Janeiro, diante de sua torcida.
➡️ Aposte nos jogos de Botafogo na Libertadores!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
➡️ Tudo sobre o Fogão agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal!

Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















