Sérgio Sette Câmara - Presidente do Atlético-MG

Sette Câmara valorizou também as conquistas do Galo  na Copa Conmebol, em 1992 e 1997- Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG

Valinor Conteúdo
12/12/2018
15:12
Belo Horizonte

Sérgio Sette Câmara completa um ano de mandato no Atlético-MG e fez um balanço positivo de sua gestão, que vai até 2020. Aproveitando o momento de avaliação do trabalho, o mandatário alvinegro fez questão de reiterar uma fala sua sobre a Copa Sul-Americana, quando chamou a competição de “segunda divisão” da Libertadores.

À época da declaração, O Galo estava disputando o torneio e acabou eliminado pelo San Lorenzo-ARG, quando colocou um time reserva na segunda partida, em Belo Horizonte, gerando muitas críticas do torcedor.

Sette Câmara explicou a fala, e adotou um tom mais ameno ao falar da competição, pois o que o presidente queria dizer, segundo ele, era que falta maior valorização da Conmebol com a Sul-Americana, por ser uma disputa deficitária para quem joga.

O presidente do Galo fez questão de valorizar as duas Copas Conmebol, torneio disputado até o fim dos anos 1990, que o clube venceu em 1992, seu primeiro título sul-americano oficial, e em 1997.

- A situação da Sul-Americana, é bom esclarecer que ela não se compara com a Conmebol que o Atlético-MG ganhou por duas vezes. A Copa Conmebol ela era disputada pelos times que chegavam em terceiro e quarto em seus respectivos campeonatos brasileiro, argentino. A Sul-Americana, no ano passado, foi a partir do nono. Há uma diferença muito grande de cara. Quando dei aquela declaração, houve uma ira muito grande por parte daqueles que tinham interesses comerciais e econômicos da transmissão desses jogos, e ai fizeram uma execração pública da minha pessoa. Acho que pode ter sido infeliz no sentido de desvalorizar o campeonato que o Atlético-MG estava participando, mas continuo entendendo que este é um campeonato que demanda da Conmebol um tratamento digno e uma valorização, disse Sette Câmara que comentou também sobre o prejuízo que o clube teve ao disputar a competição em 2018.


- O Atlético-MG jogou contra o San Lorenzo e pagou para fazer os dois jogos. A viagem para a Argentina, com o que a gente recebeu nessa fase, nos trouxe prejuízo. Isso não pode acontecer. A entidade tem que entender que os artistas, que são jogadores e quem promove gastam dinheiro, mas precisam ter uma remuneração digna para pagar as contas. Eu não posso participar de um campeonato com a mera perspectiva de ser campeão e ir para a Libertadores, mas ter prejuízo. Acredito que certos clubes, como o Fluminense, foi prejudicado no Campeonato Brasileiro e quase foi para a segunda divisão porque estava participando da Sul-Americana. Ele foi eliminado na semifinal e foi disputar com o América, na última rodada, uma vaga na Série A. O prejuízo foi gigantesco. Há um dirigente que levantou o dedo e disse. Não adianta só ficar criando torneio com nome que seja. Esses campeonatos têm que ser lucrativos para os clubes. Eles têm que trazer retorno. Na medida que a gente olha na Sul-Americana, antes das fases finais, os campos estavam vazios. O torcedor não é mais bobo. Ele vê que é um torneio que não tido esse retorno e essa importância. O Atlético-MG quer participar de todos os campeonatos, mas se tiver que participar da Sul-Americana, que seja na condição que tenha um retorno financeiro e o próprio campeonato seja valorizado pela Conmebol, completou.

Em 2019, o Galo vai jogar a fase preliminar da Libertadores. Caso passe para disputa de grupos e fracasse, poderá disputar novamente a Copa Sul-Americana, pois os melhores terceiros colocados de cada grupo da Liberadores, eliminados da fase mata-mata, ganham uma sobrevida em competições internacionais jogando a Sul-Americana, no mesmo modelo de disputa da Liga Europa, que recebe as equipes eliminadas da fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA.