Análise: Atlético consegue produzir, mas falta de efetividade ofensiva e desatenção na defesa custam caro
Galo segue sem pontuar como visitante e não consegue embalar sequência positiva

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O Atlético foi derrotado por 1 a 0 pelo Fluminense neste sábado (21), no Maracanã. A equipe mineira teve chances de sair com um resultado melhor, mas voltou a esbarrar em problemas recorrentes que têm acompanhado o time: falhas e desatenções defensivas, além da falta de efetividade no setor ofensivo.
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Mudanças na escalação inicial
Diante do Fluminense, Domínguez optou por uma formação diferente no Atlético, promovendo mudanças tanto no esquema quanto nas peças da equipe. O treinador adotou uma linha com três zagueiros, Iván Román, Ruan e Junior Alonso, reforçando o sistema defensivo.
Com essa alteração, os laterais Renan Lodi e Preciado passaram a atuar mais avançados, exercendo a função de alas, praticamente como pontas, já que o time não contava com jogadores de velocidade pelos lados no setor ofensivo.
No meio-campo, também houve mudanças importantes. Saíram Tomas Pérez e Cuello, dando lugar a Bernard e Igor Gomes, jogadores com características mais voltadas à criação e articulação. Assim, Alan Franco recuou para atuar como primeiro volante, enquanto Victor Hugo ganhou mais liberdade para avançar e se aproximar de Hulk, que foi o único atacante de origem na equipe.

Atuação do Atlético
Primeiro Tempo
Na primeira metade do primeiro tempo, o Atlético apresentou boa organização defensiva, o que dificultou as investidas ofensivas do Fluminense. No entanto, em um momento de desatenção, a equipe acabou cedendo espaço e perdeu a coordenação na linha defensiva.
O lance do gol evidenciou essa falha, sobretudo na atuação de Iván Román, que não acompanhou a subida da linha nem fez a antecipação em Castillo, que apareceu livre para cabecear e marcar para o Tricolor. Apesar da proposta com três zagueiros, o sistema permitiu o cruzamento e a infiltração do adversário pelo meio da área sem marcação, resultando no gol.
Após sofrer o gol, o Atlético passou a construir mais alternativas ofensivas, especialmente em jogadas de transição e descidas em velocidade. A equipe conseguiu criar oportunidades, mas voltou a esbarrar em um problema recorrente: a falta de efetividade no ataque.
Apesar do volume e das chegadas ao campo ofensivo, o Galo não foi preciso nem decisivo nas finalizações. Com isso, não conseguiu transformar as chances em gol e acabou indo para o intervalo sem alcançar o empate.
Segundo Tempo
Nos minutos iniciais do segundo tempo, o Atlético não conseguiu impor seu ritmo de jogo. Diante disso, Domínguez percebeu a necessidade de mudanças e optou por tornar a equipe mais ofensiva.
O treinador desfez o sistema com três zagueiros, retirando Iván Román, que havia falhado no gol adversário e Igor Gomes. Em seus lugares, promoveu a entrada de dois jogadores para fortalecer o ataque: Cuello, aberto pelos lados para dar mais velocidade, e Cassierra, atuando mais próximo de Hulk formando uma dupla ofensiva.
Poucos minutos depois, sem resultados nas primeira alterações, Domínguez mudou novamente. Tirou Bernard e Victor Hugo e colocou Gustavo Scarpa e Alan Minda, buscando mais criação e também velocidade e profundidade ao time.
Na pausa para hidratação, "El Barba" pediu mais velocidade pelas laterais e maior organização no setor ofensivo, visando melhorar as finalizações. Inicialmente, o time não conseguiu combinar velocidade com profundidade nas jogadas. Só nos minutos finais o Atlético conseguiu criar mais perigo e pressionar o adversário, mas esbarrou novamente na falta de efetividade ofensiva e na pontaria imprecisa do ataque.
Com isso, o Atlético segue sem apresentar a mesma efetividade como visitante. A equipe ainda não pontuou fora de casa e continua sem conseguir embalar uma sequência positiva no Campeonato Brasileiro.

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