Tecnico - Cuca - Shandong Lunen (foto:AFP)

Cuca é técnico do Shandong Luneng, da China (foto:AFP)

Marcio Porto
09/11/2015
20:56
São Paulo (SP)

O técnico Cuca já tem praticamente definido: voltará a trabalhar no Brasil em 2016. Ele ainda tem contrato com o Shandong Luneng, da China, até dezembro do ano que vem, mas deve rescindir em comum acordo e abrir caminho para o retorno. E um clube já desponta como interessado em contar com seu trabalho: o São Paulo, que nesta segunda-feira demitiu Doriva.

Antes mesmo do anúncio da saída de Doriva, que ficou apenas sete jogos no cargo, o São Paulo já tinha pensado na possibilidade de trazer Cuca, mas esbarrava na situação do treinador na China. Ele recebe cerca de R$ 1 milhão por mês de salário e vinha dando garantias de que cumpriria seu vínculo. No entanto, o cenário mudou, abriu-se a possibilidade do retorno, e os dirigentes voltaram a pensar no assunto. Cuca tem uma passagem pelo Tricolor, em 2004, quando chegou à semifinal da Libertadores. Acabou vencendo o torneio pelo Atlético-MG, em 2013, sua maior conquista da carreira.

Está longe, porém, de ser uma situação simples. O São Paulo já sabe que Cuca está disposto a reduzir seus vencimentos caso confirme sua volta, mas não é o bastante. O Tricolor passa por uma grave crise financeira e dificilmente conseguirá atingir um valor que não force o treinador a diminuir substancialmente seus ganhos. Vai ser preciso muita conversa.


O São Paulo também analisa o nome de outros profissionais e enquanto isso seguirá com o coordenador técnico Milton Cruz até o fim do ano. O uruguaio Diego Aguirre, atualmente sem clube, foi cotado na época em que Juan Carlos Osorio aceitou proposta da seleção do México. Paulo Autuori, campeão da Libertadores e Mundial em 2005, é outro nome comentado no Morumbi.


É fato que o profissional contratado terá de se adequar à situação atual do clube, de investimentos modestos e foco no trabalho com a base, como era Osorio. O colombiano deixou ótima impressão, principalmente no presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro, o diretor-executivo Gustavo Oliveira e o coordenador técnico Milton Cruz, com quem formou grande amizade.

Antes de sair, aliás, Osorio sugeriu a Ataíde que deixasse Milton até o fim do ano e, depois disso, ele mesmo ajudaria a escolher seu substituto, um profissional com características semelhantes. A ideia não foi para a frente, até porque o ex-presidente Carlos Miguel Aidar anunciou Doriva logo depois, antes de renunciar. Mas essa sugestão nunca saiu da cabeça de Ataíde, que a divide com Gustavo Oliveira.