Leco - São Paulo

Leco, presidente do São Paulo (Foto: Maurício Rummens/Fotoarena)

LANCE!
09/11/2015
19:29
Fabio Suzuki e Marcio Porto (SP)

Durou pouco a segunda passagem do CEO Alexandre Bourgeois pelo São Paulo. O clube ainda não oficializou, mas assim como o técnico Doriva, o executivo será desligado do clube nos próximos dias. Ele já havia sido demitido por Carlos Miguel Aidar, que renunciou à presidência mês passado, e terá o mesmo destino com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O presidente vinha sendo pressionado a demitir o profissional após ele supostamente ter vazado informações confidenciais do clube. Ao mesmo tempo, o cargo de CEO será retirado do organograma, portanto não haverá substituto. 

A verdade é que Leco nunca teve empatia pelo profissional. Permitiu-se, anunciando sua contratação logo após que assumiu, mas um episódio foi o estopim para a quebra de relação. Tudo envolve a divulgação de um novo contrato feito para o diretor-executivo Gustavo Oliveira, que voltou ao clube com Leco. Os termos do acordo, que ainda não foi assinado, segundo o São Paulo, foram divulgado pela "Folha de S. Paulo" na semana passada. A autoria caiu sobre Bourgeois, que nega. 


A divulgação das informações, em que consta um aumento substancial de salário para Gustavo com relação à sua passagem anterior, mais bônus em possíveis vendas de atletas que ele contratar, desde que com lucro, revoltou tanto o executivo quanto o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro. A situação de Bourgeois ficou insustentável. A versão do executivo é outra.

Ao LANCE!, ele disse que entregou nesta segunda-feira o plano de gestão profissional que vinha elaborando para o clube. Tanto Aidar quanto Leco já tinham atentado para a necessidade de algo do tipo, mas segundo Bourgeois o atual presidente voltou atrás.

- Eu apresentei o plano de gestão para ele hoje. Ele disse que era ótimo, agradeceu, mas que o São Paulo não tinha condição de implantar esse novo organograma. Portanto, disse que eu não teria função no clube - disse.

O profissional foi uma indicação do empresário Abilio Diniz, considerado de suma importância para tirar o São Paulo da crise financeira. Abilio tem se envolvido fortemente na política do clube e foi fundamental no processo de renúncia de Aidar, assim como o próprio CEO.