Felipe Domingues, Guilherme Cardoso e Jonas Moura
20/08/2016
09:26
Rio de Janeiro (RJ)



A preguiça de um sábado de manhã, com o tempo um pouco nublado e aberturas de Sol foi deixada de lado. Todos acordaram cedo para ir à Lagoa Rodrigo de Freitas. O objetivo: acompanhar um momento histórico do esporte brasileiro. E Isaquias Queiroz, ao lado de Erlon de Souza, não decepcionou na canoagem velocidade. Se a meta era conquistar três medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o objetivo foi alcançado. O competidor faturou sua terceira láurea na prova do C2 1.000m, dessa vez em duplas, ao ficar com a prata, no Estádio da Lagoa. O ouro acabou com a Alemanha, e o bronze com a Ucrânia.

Uma festa completa logo cedo para todos os brasileiros. Se alguém ainda tinha alguma dúvida, Isaquias se firma como o principal atleta do país na Rio-2016. E também como um dos principais de toda história olímpica. Aos 22 anos e em sua primeira Olimpíada, o canoísta se transformou no maior medalhista do Brasil em uma única edição dos Jogos de maneira isolada. Além da láurea obtida neste sábado, ele tinha uma prata no C1 1.000m e o bronze no C1 200m.

Não foi apenas o desempenho de Isaquias e Erlon nas águas da Lagoa que impressionou. O público presente, dentro e fora do Estádio, foi surpreendente. Minutos antes do início das competições, eram longas as filas para entrar no local. Quem não tinha um ingresso se juntava nas grades ou até mesmo em cima de algumas árvores para poder acompanhar as provas.

Ninguém se arrependeu do que viu. Como um dos favoritos a um lugar no pódio, afinal, são os atuais campeões mundiais no C2 1.000m, os brasileiros fizeram uma prova constante. Se no dia anterior, nas eliminatórias, eles já tinham terminado com o melhor tempo, o resultado da decisão não foi diferente. Após dominarem quase toda a final, eles só foram ultrapassados pelos alemães na reta final. Mas nada que diminuísse a festa.

Se até o início da Rio-2016 o Brasil nunca tinha conquistado uma medalha na canoagem, a situação se transformou completamente nessa edição dos Jogos. A modalidade termina com o mesmo número de láureas do judô e da ginástica artística, dois esportes mais populares no país. Algo histórico. Assim como todos os feitos de Isaquias Queiroz. E ele só tem 22 anos. Então, que venha 2020, 2024, 2028...