Delegação brasileira na Olimpíada de Los Angeles (Foto: Acervo COB)

Delegação brasileira na Olimpíada de Los Angeles (Foto: Acervo COB)

LANCE!
15/07/2016
08:05
São Paulo (SP)

Apesar de ter menor número de atletas inscritos (metade dos que disputaram os Jogos de Amsterdã-1928 e Paris-1924), por causa da crise que assolou o mundo no final dos anos de 1920, a Olimpíada de Los Angeles ficou conhecida pela grande qualidade técnica, com a quebra de 18 recordes mundiais. Nesses jogos, foi oficializado o limite de três competidores por país nas provas individuais, regra que permanece até hoje.

Mildred "Babe" Didrikson foi eleita a melhor atleta dos EUA na primeira metade do século passado. Em Los Angeles, ela foi ouro no lançamento de dardo e nos 80m com barreiras, e prata no salto em altura. Ela tinha facilidade em praticar vários esportes, destacando-se também no basquete, beisebol, tênis, golfe, patinação e boliche.

A polonesa Stanislawa Walasiewicz venceu os 100m rasos em Los Angeles e foi prata na mesma prova em 1936, ganhando o título de "mulher mais rápida do mundo". Em 1980, a autópsia feita no corpo da ex-atleta, que foi assassinada em Cleveland (EUA), mostrou que ela era hermafrodita, tendo também órgãos genitais masculinos, algo que impediria sua participação nos Jogos.

Um erro do fiscal que contava o número de voltas dos atletas na pista fez com que a prova dos 3.000m com barreiras tivesse 3.400m, ou seja, uma volta a mais. Volmari Iso-Hollo, da Finlândia, foi o vencedor, repetindo a dose quatro anos depois, em Berlim, mas correndo a distância normal da prova.

Assim como o nadador norte-americano Johnny Weissmuller, que foi o Tarzan de Hollywood, estrelando 12 filmes, o nadador dos EUA, Buster Crabbe, ouro nos 400m livre em Los Angeles-1932, virou estrela de cinema e substituiu justamente Weissmuller como o novo Tarzan das telas. O esgrimista australiano radicado nos Estados Unidos Errol Flyn, também participou dos Jogos (não conquistou medalhas) e ficou famoso mais tarde estrelando "As Aventuras de Robin Hood".

O japonês Takeichi Nishi foi ouro com seu cavalo Urano no salto do hipismo. Nishi morreu em 1945 como um oficial do exército japonês, postado na defesa da ilha de Iwo Jima. Ele foi retratado no filme de Clint Eastwood, Cartas de Iwo Jima.