Agatha e Barbara - Volei de Praia

Eventos de grande interesse, como o vôlei de praia, não contam com a Arena sempre cheia (Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
08/08/2016
15:25
Rio de Janeiro (RJ)


O Comitê Rio-2016 apresentou nesta segunda-feira  números sobre a venda de ingressos nos Jogos. Neste domingo, foram  495 mil. Nesta segunda-feira, sem futebol, a expectativa é de 287 mil bilhetes vendidos em todas as Arenas, incluindo aí a venda de última hora, já que há bilheterias abertas nos locais de provas.

 - Temos 84% em relação aos nossos valores líquidos vendidos - disse o diretor executivo de comunicação Mario Andrada e Silva, mostrando um percentual que surpreende, já que há  muitas arenas vazias até mesmo em eventos muito  esperados, como o jogo de tênis entre o sérvio Novak Djokovic e o argentino Del Potro.

O fato de cambistas não terem conseguido desovar o estoque de ingressos não foi considerado uma das causas dos estádios vazios para a Rio-2016. O chefe de venda de ingressos da Rio-2016 Donovan Ferreti tem uma explicação.

- Tem gente que compra o ingresso para duas sessões ou dois jogos. Vê um e vai embora no outro. Alguns podem chegar um pouco mais tarde. Outros saem mais cedo. A maior parte dos casos tem essa configuração.

Mário Andrada complementou, dizendo que em vários jogos a Rio-2016 usa um plano B:

- Os patrocinadores podem não usar seus ingressos . E nesse caso estamos tentando aproveitar o espaço vazio para levar crianças carentes e estudantes de escolas públicas, que integram o projeto social Transforma, para ocuparem estes lugares e conhecerem novos esportes.

De acordo com a Rio-2016, os ingressos dos patrocinadores correspondem a cerca de 1% do total de 6 milhões distribuídos e colocados à venda.

- Do total de bilhetes, 70% vão para o público brasileiro e 30% para o exterior, incluindo nesse total a família olímpica, federações e patrocinadores, sendo que este último fica com 5% desta internacional - concluiu Ferreti.

A conta fecha ?

Considerando o fato de que o COI pede que 6% dos ingressos não sejam colocados à venda e fiquem à sua disposição, que os patrocinadores respondem por 1%, segundo a Rio-2016  e que o comitê assegura ter vendido 84% dos ingressos. Fica a questão: será mesmo que  tem muito brasileiro rasgando dinheiro, pois comprou bilhetes salgados (embora o mais barato seja a meia-entrada de alguns esportes a R$ 20, o grosso está acima R$ 100) e não apareceu? 

- O que posso assegurar é que os números batem com a receita. Vendemos 84% dos ingressos, está registrado. Quem comprou tem o direito de decidir se vai ao jogo ou não - finalizou Ferreti.