Alexandre de Moraes

Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, falou sobre o caso em Brasília (Foto: AFP)

RADAR / LANCE!
21/07/2016
12:32
Rio de Janeiro (RJ)

Uma operação da Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal brasileira denominada “Hashtag” prendeu dez suspeitos de planejarem atos terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que começam no dia 5 de agosto. Em entrevista coletiva, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, confirmou que eles formavam uma célula amadora do Estado Islâmico, autodenominada “Defensores da Sharia” nas redes sociais, um grupo terrorista sírio.

As prisões, segundo o Ministério da Justiça, ocorreram no Amazonas, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Além das detenções, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em dez estados.

Essas foram as primeiras ações baseadas na recente lei antiterror sancionada em março pela presidenta afastada, Dilma Rousseff.

– Aparentemente era uma célula absolutamente amadora, porque eles não tinham nenhum tipo de preparo. Mas a partir do momento em que saíram daquilo que é quase uma apologia ao terrorismo para atos preparatórios, foi feita prontamente a ação do governo federal – afirmou o ministro da Justiça.

Segundo ele, os suspeitos conversavam via internet e aplicativos de mensagens instantâneas.

Apesar de não terem tido contato direto com os membros do Estado Islâmico, os suspeitos prestaram uma espécie de juramento às causas do grupo e, assim, começaram a agir como parte da facção.

Essa foi a primeira aparição concreta da célula terrorista síria no Brasil, apesar de o grupo já ter realizado ataques em outros locais no mundo, como na França, Bélgica, Alemanha e Estados Unidos.

Recentemente, uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, mostrou que 11 mil pessoas (de 460 mil) tiveram os pedidos de credenciais para os Jogos negados por envolvimento com o terrorismo.

*Atualizado às 20h51