Forças Armadas realizaram treinamento na última quinta-feira no Rio (Foto: Felipe Barra / MD)

Forças Armadas ganham mais responsabilidades às vésperas dos Jogos Olímpicos (Foto: Roberto Castro/ME)

Jonas Moura
06/07/2016
13:06
Rio de Janeiro

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, justificou nesta quarta-feira o acréscimo de 3 mil homens das Forças Armadas nos trabalhos de segurança do Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em auxílio às polícias militar e civil.

A medida foi tomada a pedido do governo do estado, que fez a solicitação para que Exército, Marinha e Força Aérea atuem nas atividades de segurança pública. A menos de um mês para a abertura olímpica, o ministério decidiu que o total de agentes na capital fluminense será de 21.845.

Inicialmente, os militares seriam acionados somente em caso de insuficiência das equipes policiais, ou teriam responsabilidades restritas a áreas estratégicas, como o Complexo Esportivo de Deodoro. A partir de agora, o trabalho acontecerá em vias expressas pelas quais os atletas e público do megaevento passarão, além do Aeroporto Internacional Tom Jobim. 

Diante dos problemas que o governo estadual enfrentou no setor nos últimos meses, com falta de recursos para pagar policiais, o auxílio das Forças Armadas passou a ser visto como uma necessidade imediata. Nesta quarta-feira, de acordo com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o salário integral de junho e todas as diárias de trabalhos extras desde janeiro, além de um bônus relativo a 2014, foram quitados.

Mesmo com o cenário normalizado, houve o entendimento de que o suporte será adequado. Uma das razões é que o efetivo da Força Nacional, coordenada pelo Ministério da Justiça, será de cerca de 6 mil homens, abaixo da previsão inicial de 9.600.

Neste grupo, estão policiais militares, civis, bombeiros e peritos de todos os estados, além do Distrito Federal, que ficarão responsáveis pelo monitoramento das 50 instalações esportivas, dentro e fora delas.

Atualmente, 6 mil agentes das três Forças Armadas já estão no Rio. No dia 15, o efetivo chegará a 18 mil. No dia 17, contará com os cerca de 21 mil. O objetivo é ter o grupo completo no dia 24, quando a Vila Olímpica será aberta aos atletas.

– Inicialmente, teríamos 18 mil trabalhando diretamente na Olimpíada. Mas houve uma solicitação do governador (Francisco) Dornelles para que fosse disponibilizado um maior efetivo. O pedido foi integralmente aceito – explicou o ministro da Defesa, em coletiva no Rio.

Haverá uma reserva técnica para suprir qualquer necessidade, o que pode aumentar o número. A promessa é de que não faltará dispositivo de segurança para garantir a realização da Olimpíada. Os ministros afirmaram que os recursos foram mobilizados, e se for preciso, mais serão disponibilizados.

- Faremos policiamento ostensivo das vias olímpicas. Militar fica armado o tempo todo. Tem Defesa e segurança pública integrados. Nós não substituiremos as polícias, mas os aliviaremos para as missões do dia a dia que a cidade impõe - afirmou Coordenador Geral de Defesa de Área, general Fernando Azevedo.

O Exército ficará responsável pelas áreas de competição da Barra da Tijuca e Deodoro, na Zona Oeste, e Maracanã, na Zona Norte do Rio, além do patrulhamento em aeroportos e vias expressas como as Linhas Amarela, Vermelha e Avenida Brasil. A Marinha auxiliará em outros pontos da cidade.

Se somados os efetivos das Forças Armadas, da Força Nacional e da segurança pública nos estados, os Jogos envolverão cerca de 85 mil profissionais no setor.

A estimativa das Forças Armadas é que serão utilizados 12 navios, 1.169 viaturas, 70 veículos blindados, 28 helicópteros, 48 embarcações de diferentes tipos e 174 motos no período.