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Tricolor não fez boa partida e aproveitou falhas do Goiás para vencer. (Divulgação/Paraná)

Guilherme Moreira
15/06/2016
02:39
Curitiba (PR)

A vitória por 2 a 0 diante do Goiás, na noite de terça-feira, pela oitava rodada da Série B, trouxe certo alívio ao Paraná. Após dias conturbados, com uma reformulação no departamento, de futebol, o time paranista conseguiu diminuir a pressão, ao menos, um pouco.

A equipe vinha de quatro jogos sem vencer, com três empates e uma goleada de 5 a 1 para o Náutico, no último sábado. O resultado, inclusive, fez a direção mandar o técnico Claudinei Oliveira embora, além do gerente de futebol, Beto Amorim, e afastar o superintendente Durval Lara Ribeiro - o vice-presidente Marcelo Guatura, nesta tarde, renunciou ao cargo também.

- A gente sabia que o jogo era uma pressão pelo último jogo, pela posição na tabela. Sabíamos que tínhamos que ganhar. Foi uma semana complicada com essas saídas e essa vitória é para eles (que saíram) também. Amenizou, mas tem que trabalhar muito. Hoje foi mais pela vontade e raça do que técnica - afirmou o goleiro Marcos, que fez defesas importantes no primeiro tempo. 

Interino contra o time esmeraldino, o auxiliar-técnico Fernando Miguel soube que comandaria o Tricolor apenas um dia antes. Depois de um primeiro tempo ruim, sem um chute a gol, o Paraná construiu o triunfo na segunda etapa, com falhas do goleiro Renan e do sistema defensivo do Goiás, em cada gol, respectivamente.

- Fui pego de surpresa pela manhã, na segunda-feira. Assumi com prazer e nada melhor que vencer, mas os méritos são dos jogadores. Pedi para esquecerem, todos sentem com as mudanças e foquei em coisas positivas. Tivemos uma entrega muito boa e crescemos no segundo tempo - avaliou.

Apesar da direção não confirmar oficialmente, o Lance! apurou que o novo técnico já está contratado e será anunciado quinta-feira, junto com um executivo para tocar o futebol paranista. A tendência é que o treinador Marcelo Martelotte já comande a equipe na sexta-feira, às 21h, na Vila Capanema, contra a Luverdense.

- Sou funcionário e, se precisar, assumo no jogo de sexta novamente. Caso o novo treinador chegue antes, volto para a minha função sem nenhum problema - finalizou Miguel.