LANCE!
07/11/2016
16:25
Rio de Janeiro (RJ)

No dia seguinte da sua demissão do Fluminense, o técnico Levir Culpi se pronunciou sobre o ocorrido. O técnico divulgou uma nota na tarde desta segunda-feira agradecendo a oportunidade, mas também fazendo algumas críticas. Segundo o treinador, o Tricolor 'é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota', se tornando difícil para se trabalhar. 

No comunicado, Levir diz estar 'puto da cara' e que teve mérito em 'trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo'. O treinador lembrou da conquista da Primeira Liga em um 'ano difícil' para o Flu, já que ficou sem o Maracanã boa parte da temporada e ainda tem eleições agora em novembro, o que deixa o ambiente mais difícil.

Levir Culpi foi demitido no último domingo, logo depois da derrota por 4 a 2 para o Cruzeiro, no Mineirão. O técnico esteve à frente do Flu em 52 jogos, sendo 22 vitórias, 15 empates e 15 derrotas. Em seu lugar ficará o auxiliar técnico Marcão, que ficará como interino nas últimas quatro rodadas do Brasileirão.

Confira na íntegra a nota de Levir Culpi:

"Estou “puto da cara”, mas preciso dizer algumas palavras. Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota.

Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu. Devido à Olimpíada, nunca jogamos em casa. Só no dia 28 de outubro é que fizemos o primeiro jogo no Maracanã.

Formamos um ambiente bom de trabalho, coisa também muito difícil de conseguir porque o Flu estava dividido entre Laranjeiras e CT da Barra. E o pior, terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência?

Depois de tantos meses, ainda não sei o nome de todos os funcionários e companheiros de trabalho, mas agradeço a torcida do Flu e todos àqueles que torceram por nós.

Não me arrependo de nada. Fui demitido pelos erros que cometi e não por influência de outros.

Esses meses entre “céu” e “inferno” estarão inclusos no livro “De volta ao inferno”, quando falarei sobre o retorno ao futebol brasileiro depois de sete anos no Japão, com as passagens pelo Galo mineiro e agora o Flu.

Assim como o livro anterior, “Um burro com sorte”, esse livro terá toda a arrecadação revertida para o hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento de crianças e que merece o apoio de todos, mesmo dos que não gostam de mim. Valeu!"