Gabriel Carneiro
06/01/2017
07:45
São Paulo (SP)

A família Mantuan teve um fim de ano feliz em 2016. Filho mais velho de Alexandre e Márcia, Guilherme virou jogador profissional do Corinthians, com contrato até o fim de 2018 assinado no mês de setembro. Foi até relacionado para um jogo na reta final do Campeonato Brasileiro. Gustavo, o filho do meio, e que também joga bola no Timão, foi convocado em outubro para defender a Seleção Brasileira sub-17 em amistosos internacionais. Sobrou a Giulia, caçula da família. Caçula e melhor jogadora entre todos, aliás.

- O craque da família eu vou deixar para ela. Minha irmã que é a craque da família - se diverte Guilherme Mantuan, em entrevista ao LANCE!.

O garoto de 19 anos até subiu para o time profissional no ano passado, mas voltou às categorias de base do Corinthians para disputar a Copa São Paulo de Juniores neste ano. Ele é capitão do time de Osmar Loss, fez gol na estreia e está garantido como titular no compromisso desta sexta-feira, às 21h, contra o Operário-MS, que pode encaminhar a classificação alvinegra para a próxima fase. A ideia do clube é que Mantuan faça a Copinha e logo depois seja novamente integrado ao time profissional, em que veste a camisa 35.

Fabio Carille, ex-auxiliar e agora treinador do Corinthians, acompanha a base com afinco e é o principal entusiasta da promoção de Mantuan. Um dos atrativos do futebol da promessa corintiana é a polivalência, pois ele já jogou como lateral-direito, volante e meia na base.

- Pode ser meu diferencial (a versatilidade). Se você tem três funções e consegue manter uma regularidade, as pessoas podem te olhar com outros olhos. O professor e a diretoria podem olhar confiantes. Acho que isso foi algo muito bom que aconteceu - diz Mantuan, que é meia de origem, mas alternou posições sob o comando de Osmar Loss no time sub-20.

Guilherme Mantuan tem história longa no Corinthians. Já são 12 anos de clube, desde 2004, quando tinha sete e chegou para jogar futsal. Subiu para o campo e em seguida passou por todas as categorias de base até o profissional. O período no Parque São Jorge o fez virar amigo bem próximo de Guilherme Arana e Malcom, que já vivem outros estágios na carreira. Apesar dos amigos que deram certo, Mantuan também viu muita gente ficar pelo caminho.

- Uns param no meio do caminho, outros trocam de clube e outros são dispensados. Mas acho que uma característica que foi muito boa para mim foi manter uma evolução, mesmo que seja mais devagar, sempre evoluindo - diz Mantuan, que agora assume a missão de "guiar" o irmão Gustavo para não ser mais um desses que "para no meio do caminho".

- O Gustavo tem 15 anos, fez um bom campeonato e foi convocado agora para Seleção. É um garoto que não preciso ficar muito no pé, mas procuro dar conselhos, porque às vezes pode ser que suba à cabeça. Eu já vi isso aqui, de jogador que foi convocado para a Seleção achar que tem status de profissional e fama. Então sempre procuro dar orientações, mas ele é bem tranquilo. Mas eu sou irmão mais velho, né? Tenho que cuidar - brinca o Mantuan mais velho.