RADAR / LANCE!
03/01/2017
07:05
Rio de Janeiro (RJ)

Camilo foi fundamental em 2016.  Por mais que, na reta final da temporada, não tenha correspondido, o camisa 10 cumpriu com excelência a função de articulador do Botafogo quando a equipe precisava sair da zona de rebaixamento e subir na tabela.

Foi tão bem que, mesmo com a chegada de Montillo, ele continuará com o número que utilizou no seu primeiro ano no clube. A justificativa que a comissão técnica dava para a queda de rendimento do meia era a fraca preparação física dele no primeiro semestre. No Al-Shabab, da Arábia Saudita, ele jogava pouco e a exigência era bem menor.

Para 2017, a expectativa de todos é que, participando da pré-temporada, Camilo terá não só treinamento ideal como aumentará o entrosamento com os companheiros. E pela parceria com Montillo, espera-se sobrecarga menor.

COM A PALAVRA

'Camilo sabe o que é usar a 10!'

MENDONÇA  

Ex-meia do Botafogo


Camilo é um jogador que tem qualidade e sabe da responsabilidade que é usar a camisa 10. Chama o jogo para si, distribui as jogadas e é uma referência em campo. Há muito tempo faltava isso ao Botafogo.

Agora, não adianta ao Botafogo deixar a responsabilidade exclusivamente nos pés dele. O futebol é um esporte coletivo, e o time comandado por Jair Ventura precisa ter consciência de que o Camilo não pode ficar mais de cinco minutos sem a bola no pé. Com o Camilo aquecido, vai, passo a passo, ganhando
confiança para render o máximo do que pode. E todos sabem o quanto é importante que ele participe sempre do jogo.

NÚMEROS DE CAMILO EM 2016


Partidas>30
Gols marcados>6
Assistências>5
Finalizações certas>26
Passes certos>770

CAMISAS 10 RECENTES DO BOTAFOGO

LEANDRINHO


Destaque do Botafogo no início de 2016, meia não sentiu a pressão de utilizar a camisa 10, ao mostrar qualidade nas jogadas, e chegou a balançar as redes na final do Carioca (vencida pelo Vasco). Mas foi perdendo espaço na temporada com a chegada de Camilo.

DANIEL CARVALHO

Mesmo lutando para entrar em forma, o apoiador foi a referência do Alvinegro no 2015 em que tentou retornar à elite. Superou a desconfiança e os problemas físicos para ajudar a equipe a garantir a intensidade na trajetória do título da Série B com antecedência.

JORGE WAGNER

Voltando ao Brasil com a responsabilidade de conduzir o Glorioso na Copa Libertadores de 2014, o apoiador viu seu início promissor logo se esvair.  Em queda de rendimento e convivendo com lesões, o veterano rescindiu com o Alvinegro em julho, em meio a crises com atrasos salariais.