Melhor da final, Tifanny desabafa: 'Vá buscar incentivo para o esporte ao invés de excluir'
Oposta pediu mais inclusão no município

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O Osasco São Cristóvão Saúde conquistou a Copa Brasil feminina de vôlei 2026 ao vencer o Gerdau Minas em uma grande final, marcada por um cenário especial: a oposta Tifanny, eleita a melhor jogadora da partida com o Troféu Viva Vôlei, aproveitou a visibilidade para enviar uma mensagem contundente à vereadora Jessicão, de Londrina. A política tentou, sem sucesso, vetar a participação da atleta trans no torneio, e Tifanny usou o pódio para defender a inclusão e o incentivo ao esporte local.
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— Jessicão, ao invés de você se preocupar comigo jogando, se preocupa com o esporte da cidade. Porque o vôlei de Londrina precisa de mais incentivo, o vôlei de Londrina ficou em último da Superliga B, por falta de incentivo. Então vá buscar incentivo para o esporte ao invés de excluir. Por que o seu trabalho é promover inclusão e não exclusão.
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A celebração em quadra ganhou ainda mais emoção quando a líbero e estrela do time, Camila Brait, foi premiada como MVP da Copa Brasil e fez questão de chamar Tifanny para compartilhar a honraria.
O retorno de Tifanny à quadra já havia sido especial já na semifinal, quando a atleta marcou o último ponto que selou a vaga do Osasco na grande final.
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Como foi a lei?
A final da Copa Brasil foi palco de um embate que ultrapassou as quadras. Na última quinta-feira (26), a Câmara Municipal de Londrina havia aprovado um requerimento de urgência que visava vetar a participação de atletas trans na fase final do torneio, mirando diretamente Tifanny. Contudo, na prática, a lei municipal acabou gerando um impedimento que inviabiliza o esporte de alto rendimento na cidade.
A Lei Municipal 13.770, que sustentava a proibição, incorreu em uma grave confusão científica. Ao tentar definir quem estaria proibido de jogar por "contrariedade ao sexo biológico," os parlamentares misturaram conceitos de identidade de gênero e orientação sexual, criando um "limbo" jurídico:
"Para efeito de aplicação desta Lei define-se como sexo biológico de seu nascimento "feminino" ou "masculino", prevalecendo assim a proibição da participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento: gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros."
— A lei aprovada em Londrina erra ao tentar legislar sobre ciência sem compreendê-la e ao misturar conceitos de gênero, sexo biológico e orientação sexual. Na prática, a norma não só mira uma atleta específica, como cria um impedimento generalizado que inviabiliza a realização de qualquer competição de alto rendimento na cidade. É um exemplo claro de como legislações apressadas e mal fundamentadas violam direitos, criam insegurança jurídica e ferem princípios constitucionais básicos — disse a advogada Thainá Quélhas.
Para a Copa Brasil, a CBV foi ao STF pedindo liminar sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia. E conseguiu a liberação. Cármen Lúcia classificou a norma como um "retrocesso nas políticas de igualdade" e um atentado à dignidade humana.
O retorno de Tifanny na semifinal também foi emocionante, quando a atleta fez o último ponto, que levou o Osasco para a grande final.

Intervenção do STF garante a competição
Para assegurar a realização da Copa Brasil, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando uma liminar sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia, que concedeu a liberação. A ministra classificou a norma municipal como um "retrocesso nas políticas de igualdade" e um atentado à dignidade humana.
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