Vitória do Brasil em Suzano

Vitória do Brasil em Suzano (Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Web Vôlei
18/08/2019
11:30
São Paulo

O dia 18 de agosto de 2019 ficará guardado em um lugar especial na carreira das bicampeãs olímpicas Fabiana e Sheilla.

As duas voltaram a atuar pela Seleção Brasileira, após três anos, na vitória sobre a Argentina B por 3 sets a 0, parciais de 25-8, 25-17 e 27-25, em amistoso realizado em Suzano (SP).

A dupla não vestia a camisa verde-amarela desde a eliminação nas quartas de final da Rio-2016, diante da China.

Fabiana, capitã da equipe, foi escalada como titular por José Roberto Guimarães ao lado de Bia, mas ficou pouco tempo de quadra. Após uma tentativa de bloqueio, a TV flagrou a central fazendo um careta e logo depois acabou sendo substituída por Mara. Ela não voltou mais para o jogo e no banco de reservas chegou a tirar o tênis e mexer na tornozeleira.

Já Sheilla entrou pela primeira vez em quadra para um jogo oficial na inversão do 5-1 com o placar apontando 13 a 4, na parcial inicial do amistoso. Não conseguiu pontuar nos três primeiros ataques, até marcar pela primeira vez no 18 a 6. Ela voltou à quadra na metade do terceiro set.

Quem também retornou ao Brasil neste amistoso foi a líbero Camila Brait. Ela entrou no lugar de Léia na metade do segundo set. Após ficar fora da última Olimpíada, Brait se afastou da Seleção para ser mãe e depois relutou em aceitar novas convocações.

E não foram apenas essas as experiências feitas pelo Brasil. Nas pontas, Drussyla saiu jogando no primeiro set, Gabi Candido a substituiu no segundo. Tandara deu lugar a Lorenne na saída de rede, Carol substituiu a titular Bia, Roberta entrou no posto de Macris, além de Milka no lugar de Mara.

No primeiro set, um verdadeiro atropelo. O jovem time argentino deu dez pontos em erros e marcou apenas três vezes em ataques. Um placar de 25-8 avassalador. No segundo, as hermanas chegaram a abrir 8 a 4 e ficaram em vantagem até o 12º. A partir daí, o ataque brasileiro voltou a funcionar e a virada foi uma consequência: 25 a 17. No terceiro, equilíbrio até fim, com um pouco de instabilidade do passe verde-amarelo e perda de eficiência no ataque.

Diante da fragilidade do jovem time B argentino, é preciso ter cuidado para não enaltecer demais uma vitória óbvia e esperada. Serve para quebrar o gelo das voltas e dar um pouco de ritmo de jogo. Mas não gera parâmetros para a disputa por posições entre as 12 para Tóquio-2020. Esse processo acontecerá de verdade no Sul-Americano e na Copa do Mundo.

As duas seleções voltarão a se encontrar na terça-feira, às 21h30, para o segundo e último amistoso.