Giovane Gávio

Giovane Gávio com professor Celsinho, do Campo Olímpico (Divulgação)

LANCE!
09/09/2020
08:40
Rio de Janeiro

Na última segunda-feira, o bicampeão olímpico Giovane Gávio completou 50 anos. Uma vida dedicada ao vôlei desde os 13 anos, quando resolveu deixar o judô de lado para seguir os passos da irmã Gisele. Mas agora dividida com o golfe.

A modalidade entrou na vida de Giovane por influência de amigos para não sair mais.

- Comecei a jogar com uns amigos em São Paulo e acabei me apaixonando. É um esporte onde você não sente muita dor (rs) e a vida útil é longa, então dá para jogar até mais velho. Custo-benefício é bom (rs), é um esporte ao ar livre, gostoso de jogar, exige um poder de decisão, pelas jogadas e escolhas que precisam ser feitas, exige análise de tudo o que você precisa fazer e das consequências, mas onde há tempo para pensar porque a bolinha está parada. Bem diferente do vôlei (rs) - comentou Giovane, em entrevista ao Web Vôlei.

Com a flexibilização das regras de isolamento na pandemia, Giovane voltou a praticar o golfe:

- Tenho jogado às vezes, respeitando ainda toda essa questão de isolamento, de usar máscara, me cercando de todos os cuidados, mas o golfe tem uma característica que ajuda que é o fato de você jogar ou poder jogar sozinho, sem ninguém ao redor, e quando eu fui eu procurei um horário mais cedo, quando o campo estava praticamente vazio. É um esporte pelo qual me apaixonei, exige concentração, técnica, precisão, isso me ajuda no dia a a dia também, é um exercício muito mental e menos físico, mas é um esporte muito bom de se jogar.

Morador do Rio de Janeiro, o também treinador de vôlei é visto com frequência no Campo Olímpico, na Barra da Tijuca, um dos principais legados da Rio-2016.

- Como o Campo Olímpico não fechou na pandemia, pude aproveitá-lo sem me expor ao vírus. Às 6h30 já estou lá, jogando sozinho, sem ninguém por perto. A cada dia, caminho 8 km para percorrer os buracos. Como deixei de ser o cara que joga aos sábados e passei a ir regularmente quatro vezes por semana, isso significa que passei a caminhar 32 km por semana. Isso além de caminhadas com a minha mulher. Foi a minha atividade da pandemia - comentou, em entrevista ao Globo Esporte.

Para Giovane, mais do que uma atividade para manter a forma física, o golfe traz outros benefícios:

- Acho que é essa questão da concentração, de evoluir pela própria dedicação, de estar sendo desafiado por mim mesmo. Claro, antes da pandemia, dava para jogar contra outras pessoas, e isso vai ser retomado quando voltarmos a ter uma rotina, depois da vacina, com todos seguros. Mas a concentração, pontos como precisão, atenção, o aprimoramento da técnica, isso tudo exige dedicação e leva tempo para que você consiga alcança um domínio e elevar o seu nível.