Fernanda Venturini: "Eu nunca deixei de fazer nada"
Ex-jogadora fala sobre vida nova, projetos futuros e chegada de novo integrante na família

Fernanda Venturini, ex-levantadora da Seleção Brasileira de vôlei, medalhista de bronze na Olimpíada de Atlanta-96, curtiu uns dias de descanso no Beach Park em Fortaleza (CE), na semana passada, e bateu um papo, via assessoria do hotel, com o Web Vôlei.
Separada de Bernardinho desde o mês passado, a ex-jogadora, que completou recentemente 50 anos, vive uma nova fase na vida pessoal. Montou um novo apartamento no Rio de Janeiro, vem se dedicando a projetos diferentes dos da época em que jogava vôlei, deu uma repaginada no corpo e na alimentação e comemora a chegada do novo integrante da família, o Cookie Rezende, um cachorrinho fofo da raça cavalier, de 2 meses, que ela e filha Vitória, de 12 anos, foram buscar em Fortaleza neste fim de semana.
Quais os planos para essa nova fase da vida?
Muitos planos bons. Hoje eu tenho um projeto ligado às drogas, que eu tenho com o senador Kajuru (jornalista esportivo e atual senador), que a gente está levando porque a gente tem investir na escola. Não adianta enxugar gelo. A gente tem de ajudar quem está nas drogas, claro. Mas temos de evitar que essas criança entrem na droga. Temos de ensinar a criança a falar "não" quando a droga for oferecida a ela. É uma aulinha uma vez por semana, o professor vai receber cartilha, livro, vai ser orientado. Para a gente evitar que novas gerações cometam os mesmos erros. Temos de investir nos pequenos, 5º, 6º, 7º ano. Estou muito ligada à saúde, é um projeto que eu quero muito que avance no Brasil.
Você adotou novos hábitos alimentares, como o jejum intermitente e fala bastante sobre a modulação hormonal. Como esses procedimentos entraram na sua vida?
Conheci o Dr. Marco Botelho, que é cearense, autor do livro "Vida sem medicamentos", há 1 ano e 8 meses. Esse é outro projeto importante na minha vida agora. Estou com um canal no YouTube, onde vou falar sobre isso, sobre saúde. Agora vão entrar as entrevistas. Tudo que eu experimentei pra mim e que deu certo, eu passo pra frente. Estou nesse projeto de mostrar como o jejum, a boa alimentação, a ozonioterapia e a modulação hormonal podem mudar vidas. Quando descobri o Dr. Marco Botelho, eu usava um implante hormonal na bunda e ele viu que era esse implante que estava quebrando o meu dente - eu tinha ido a uma dentista para consertar o dente e ela me falou dele. O implante tinha gestrinona e o corpo não reconhece. A gente não produz gestrinona. Fiz quatro cursos com o Dr. Botelho e mudei a minha vida. O que é câncer? É a inflamação da célula. O que inflama a célula? Carboidrato e açúcar. Uma coisa puxa a outra. Nesse meio tempo eu descobri que meu propósito de vida é ajudar as pessoas a terem saúde, a resolverem problemas e hoje eu estou ajudando muita gente que tem alzheimer, demência, diabetes, hipotireoidismo, todas essas as doenças.. Demência, é incrível como a pessoa melhora com modulação hormonal. Minha filha de 18 anos anos tem a pele bonita, o cabelo bonito, porque os hormônios esteroides estão em alta: testosterona, progesterona, estradiol, vitamina D, que é um hormônio, não é vitamina. É o único hormônio que está em todas as células. E também ocitocina. São esses os hormônios que ele usa. Ocitocina é para demência, pra quem tem problema com droga, bebida, é viciado...
Você teria feito algo diferente na sua carreira?
Não. As vitórias serviram para me dar alegrias, as derrotas para saber o que eu tenho de melhorar para o futuro. É ruim quando você fala assim: "Nossa, eu podia ter feito aquilo, né". Eu nunca deixei de fazer nada. Teve coisa que eu fiz e me arrependi, teve coisa que eu não fiz e arrependi. A vida é uma só, a gente tem de aproveitar ao máximo. Às vezes falam assim: "Que preguiça de ir naquela festa. Depois, quando você não vai e fala: "Pô, bobeei, poderia ter ido, conhecido pessoas legais". Então, da vida, graças a Deus, não posso reclamar de nada.
Quais os favoritos para Superliga Feminina, que começa semana que vem?
Acho que Minas, Sesc RJ Flamengo, Uberlândia (Dentil/Praia Clube) e Osasco.
Como você vê o Brasil em Tóquio?
Acho que tanto no masculino quanto no feminino vamos subir ao pódio. A cor da medalha é difícil dizer...

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